Polarização política se cristaliza na sociedade e tendência é que não passe após eleição, aponta pesquisa

Levantamento Quaest mostra dados como rompimento de relações familiares e rejeição cada vez maior ao grupo do candidato adversário

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli | Fábio Pozzebom/Agência Brasil)


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247 - Um recorte da última pesquisa Genial/Quest, divulgado neste domingo (23) pela revista Veja, aponta que o Brasil será um país dividido mesmo após o fim do segundo turno das eleições, marcado para o dia 30 de outubro. Segundo o levantamento, 37% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) acham que o voto no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é “inaceitável” e 34% dos eleitores do petista avaliam o mesmo de quem Lula acham o mesmo de quem bancar a reeleição. 

Questionados sobre qual seria a reação caso um filho ou uma filha se casasse com alguém pertencente ao campo político oposto , 48% dos eleitores de Lula e 33% dos de Bolsonaro disseram que ficariam “infelizes” com a situação. No comparativo com o mês de maio, quando a pergunta foi feita pela primeira vez, a porcentagem de pais apoiadores de Lula caiu 2 pontos percentuais, ante uma alta de 3 pontos junto aos pais bolsonaristas. 

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 Ainda segundo a pesquisa, 15% dos petistas e 9% dos bolsonaristas entrevistados romperam relações em função dos posicionamentos políticos de amigos ou familiares.  “11% dos eleitores romperam relações familiares ou de amizade em função da política. É cômodo achar que esses sentimentos são parte da emoção das eleições e que depois do dia 30, as coisas vão melhorar. Ledo engano”, observou o CEO da Quaest, Felipe Nunes, no Twitter. 

“O que se enxerga hoje é um fenômeno distinto, batizado de polarização afetiva. A identificação de cada um com o seu grupo ideológico cresce ao mesmo tempo que a rejeição a quem pensa diferente. O que antes era uma divergência, passa a ser o motivo de rompimento”, avaliou. 

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