Pobreza e extrema pobreza batem recorde no Brasil em 2021, diz IBGE

Pobreza no país em 2021 alcançou 62,5 milhões de brasileiros, o equivalente 29,4% da população, enquanto 17,9 milhões de brasileiros se encontravam na extrema pobreza ano passado

Residentes de uma comunidade no Rio de Janeiro recebem comida de voluntários em 2021
Residentes de uma comunidade no Rio de Janeiro recebem comida de voluntários em 2021 (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)


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Reuters - A pobreza e extrema pobreza bateram recorde no país em 2021 , como consequência dos efeitos negativos da pandemia de Covid-19, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pobreza no país em 2021 alcançou 62,5 milhões de brasileiros, o equivalente 29,4% da população do país, enquanto 17,9 milhões de brasileiros se encontravam na extrema pobreza no ano passado (8,4% da população).

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Nos dois casos, os níveis são os mais altos da série do IBGE iniciada em 2012.

“Esse aprofundamento da pobreza e extrema pobreza tem a ver com os impactos da pandemia de Covid e seus efeitos sobre o mercado de trabalho“, disse João Hallak, gerente da pesquisa indicadores sociais do IBGE. “A situação dos trabalhadores no mercado de trabalho foi bem difícil em 2021 e isso tem reflexos nos indicadores sociais.“

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Os parâmetros do IBGE têm como referência às linhas de pobreza adotadas pelo Banco Mundial. O Banco Mundial adota como linha de pobreza os rendimentos equivalentes a 486 reais mensais per capita. Já a linha de extrema pobreza é equivalente a 168 reais mensais per capita.

”É fundamental acompanhar e ter informações sobre a pobreza para que o país possa monitorar, avaliar e investir em melhores ações e políticas para atender as necessidades muito presentes da população brasileira“, disse a jornalistas a coordenadora do IBGE Cristiane Moutinho.

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Em 2021, a proporção de crianças menores de 14 anos de idade abaixo da linha de pobreza chegou a 46,2%, o maior percentual da série, iniciada em 2012. Em 2020 tinha atingido o menor nível da serie (38,6%).

“A proporção de pretos e pardos abaixo da linha de pobreza (37,7%) é praticamente o dobro da proporção de brancos (18,6%). O percentual de jovens de 15 a 29 anos pobres (33,2%) é o triplo dos idosos (10,4%)“, disse o IBGE.

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Nordeste e Norte tinham no ano passado as maiores proporções de pessoas pobres na sua população, 48,7 e 44,9% respectivamente.

No ano passado, o rendimento domiciliar per capita chegou ao menor nível da série histórica, iniciada em 2012: 1.353 reais.

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“A recuperação do mercado de trabalho em 2021 não foi suficiente para reverter as perdas de 2020. Isso e a redução dos valores do Auxílio Emergencial, podem ajudar a explicar esse resultado”, explicou o analista do IBGE André Simões.

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