Plano Nacional de Segurança do governo Bolsonaro deixa de fora mortes provocadas por policiais

O plano abandona as mortes decorrentes de intervenção policial. Isso é um ponto que chama muita atenção, porque invisibiliza as mortes pela polícia, porque não dá para sumir com elas “, diz o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima

No sacolão, um dos mortos vai para o camburão
No sacolão, um dos mortos vai para o camburão (Foto: Reprodução)


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247 - A revisão do Plano Nacional de Segurança Pública (PNSP), publicada nesta quarta-feira (29) pelo governo Jair Bolsonaro, não incluiu as mortes provocadas por policiais nas ações de monitoramento. De acordo com o jornal O Globo,o ministério informou que está recolhendo os dados sobre as mortes causadas por policiais, mas que por enquanto não irá divulgar os dados. O PNSP apresenta uma projeção de queda anual de 2,8%  no número de homicídios até 2030. 

“O plano abandona as mortes decorrentes de intervenção policial. Isso é um ponto que chama muita atenção, porque invisibiliza as mortes pela polícia, porque não dá para sumir com elas “, disse o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirma Renato Sérgio de Lima. 

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A morte provocada por por agentes de segurança foi incluída no documento como uma classificação à parte de homicídio em 2018, mas a regra não foi seguida no plano divulgado esta semana. Segundo a pasta, a não divulgação neste momento visa "qualificar e padronizar as coletas e bases de dados sobre as ocorrências dessa natureza nos estados da federação".

“Claro que é importante padronizar e coletar com responsabilidade. Mas a decisão do que entra nessa primeira leva de indicadores é também uma decisão política. Porque uma série de outros indicadores, que também são importantes de coletar, como vitimização policial ou suicídios de policiais, entraram de forma autônoma”, disse a diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo. 

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