PGR pede que Supremo receba denúncia contra o ministro da Casa Civil por propina de empreiteira

Ciro Nogueira foi denunciado sob a acusação de ter recebido R$ 7,3 milhões em propinas da empreiteira Odebrecht entre os anos de 2014 e 2015

Ciro Nogueira
Ciro Nogueira (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)


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247 - A Procuradoria-Geral da República (PGR)  rebateu a defesa do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) acate a denúncia feita contra ele em decorrência da acusação de ter recebido R$ 7,3 milhões em propinas da empreiteira Odebrecht.

"A denúncia foi suficientemente guarnecida com dados probatórios por meio dos quais se retratou, com elementos autônomos e/ou próprios, a específica esfera dos delitos de corrupção (ativa e passiva) e de lavagem de capitais centralizados na pessoa do Senador Ciro Nogueira", diz trecho do documento da PGR, de acordo com o jornal O Globo

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A denúncia contra Ciro Nogueira foi apresentada em 2020, antes dele assumir a chefia da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro, e está baseada na delação premiada de executivos da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. Além dele, o assessor do PP Lourival Ferreira Nery Júnior, apontado como  o responsável pela intermediação da propina, também foi denunciado no mesmo processo. 

"Esse sucinto recorte da denúncia retrata suficientemente sua narrativa, aprofundada no decorrer de toda a peça, no sentido de que os acusados praticaram, além de corrupção, condutas com o desígnio autônomo de eliminar rastros do sistema financeiro nacional, consistentes na adesão de todos, à exceção de Lourival Ferreira - abrangidos, portanto, Ciro Nogueira e Cláudio de Melo Filho [executivo da Odebrecht] -, ao esquema de dispersão pessoal e espacial dos atos de recebimento de propinas em espécie", diz um outro trecho do texto apresentado pela subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo. 

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