PF desmente ministro e afirma que não está criando programa para fiscalizar urnas eletrônicas

Ministro da Justiça, Anderson Torres afirmou ao TSE que a corporação estava atuando no “desenvolvimento de programas próprios para verificação” das urnas eletrônicas

Anderson Torres, TSE, Polícia Federal e urna eletrônica
Anderson Torres, TSE, Polícia Federal e urna eletrônica (Foto: Alan Santos/PR | Reuters | ABr)


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247 - A Polícia Federal (PF) desmentiu o ministro da Justiça, Anderson Torres, que afirmou em um ofício encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a corporação estava atuando no  “desenvolvimento de programas próprios para verificação” do sistema de votação eletrônica brasileiro. Segundo a corporação, um programa com essa finalidade foi criado e utilizado com sucesso pela própria PF nas eleições de 2018. 

De acordo com a coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, a corporação destacou em nota que “a Diretoria Técnico-Científica – DITEC/PF informa que em 2018, quando do recebimento de uma urna eletrônica para ser periciada pelo Serviço de Perícias em Informática (SEPINF), foi desenvolvido internamente um programa para verificação de aspectos de segurança da urna ao final da votação, desconhecendo que outros softwares foram ou estejam sendo desenvolvidos com a finalidade específica de verificação das urnas”.

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A nota rebate o ofício enviado por Torres ao TSE no dia 17 de junho em que afirmava a “necessidade” da PF, ligada à pasta comandada por ele de “fiscalizar” e “auditar” as urnas eletrônicas, “inclusive com a possibilidade de desenvolvimento de programas próprios de verificação”. O objetivo, ainda segundo ele, seria “resguardar o estado democrático de direito”.

Anderson Torres, assim como outros membros do primeiro escalão do governo Jair Bolsonaro, tem incorporado a retórica do atual ocupante do Palácio do Planalto para questionar sem provas a higidez do sistema eleitoral brasileiro.

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