Pesquisadores do Censo desistem do trabalho após ofensas e ameaças de morte
Para os recenseadores houve falha na divulgação da pesquisa pelo governo federal e por isso eles não são recebidos com cordialidade pela população
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247 - Ofensas, ameaças armadas e xingamentos tem feito alguns recenseadores do Censo Demográfico 2022 desistirem do trabalho nas ruas. Os profissionais alegam que houve falha na divulgação da pesquisa pelo governo federal e por isso a população não tem recebido bem os pesquisadores.
“Os que jogaram a toalha dizem que notícias falsas, como a de que assaltantes têm usado coletes de recenseadores, contribuem para aumentar o receio das pessoas em abrir a porta de suas casas”, diz reportagem do jornal Extra.
Da falta de cordialidade às ameaças armadas passando pelo racismo, as ofensas são registradas em várias regiões, aponta a reportagem. Há casos em Belo Horizonte, Altinópolis, no interior de SP, Maceió e Curitiba.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) admitiu que há pedidos de desligamento, “mas desistências são comuns e substitutos são escolhidos em um cadastro extra, feito para essa eventualidade”.
Importância do Censo
Com um panorama tão completo, a pesquisa ajuda na construção das políticas do país.
Entre as políticas públicas afetadas pelo Censo, é possível citar:
- Identificação de áreas de investimento prioritário em saúde, educação, habitação, transportes, energia, programas de assistência a crianças, jovens e idosos.
- Determinação dos públicos-alvo de políticas públicas federais, estaduais e municipais;
- Distribuição das transferências da União para estados e municípios, com impacto significativo nos orçamentos públicos (segundo o IBGE, em 2019, 65% do montante total transferido da União para estados e municípios consideraram dados de população);
- Calibragem da democracia representativa, através da contagem populacional (definição do número de deputados federais e estaduais e de vereadores).
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