Perfil derrubado pelo Facebook foi acessado da casa de Bolsonaro e do Planalto
Segundo a PF, entre a rede de contas falsas derrubadas pelo Facebook em junho do ano passado, está um perfil operado de endereços ligados a Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto e na casa da família na Barra da Tijuca (RJ)
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247 - Segundo a Polícia Federal (PF), entre a rede de contas falsas derrubadas pelo Facebook em junho do ano passado, está um perfil operado de endereços ligados a Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto e na casa da família na Barra da Tijuca (RJ).
A identificação feita pela PF consta em relatórios produzidos durante as investigações do chamado inquérito dos “atos antidemocráticos”.
O inquérito foi aberto em abril do ano passado para investigar a organização de manifestações defendendo a volta da ditadura militar e um golpe militar, com fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional.
PF quer abertura de novo inquérito
A Polícia Federal propôs ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a abertura de um novo inquérito para apurar especificamente o possível uso de verba de caixa-dois para o financiamento de atos antidemocráticos em 2020, que tiveram como alvo o Supremo e o Congresso Nacional e pediam inclusive a volta do AI-5.
Em relatório enviado pela PF ao Supremo no âmbito das investigações sobre os atos antidemocráticos, os investigadores dizem que “foram identificados diversos eventos ainda sem elucidação, os quais ainda não foram claramente delineados e necessitam de aprofundamento”.
Eles apontam uma conversa entre o empresário Luís Felipe Belmonte, então vice-presidente do Aliança pelo Brasil, e sua esposa, a deputada federal Paula Belmonte (Cidadania-DF), sobre a criação de uma empresa de eventos “montada com o intuito de justificar o dinheiro (R$ 2 milhões) de caixa-dois”. O Aliança pelo Brasil era o partido que estava sendo montado com o objetivo principal de abrigar Jair Bolsonaro, sem partido desde que se separou do PSL.
Na conversa, Luís Felipe Belmonte diz que a empresa seria criada para "justificar os gastos com o Ivan". Não há, porém, explicação sobre quem seria Ivan.
“O presente evento traz elementos que apontam para a necessidade de aprofundamento. Sugere-se ao juízo que determine a separação desse evento para permitir a instauração de um inquérito policial próprio”, diz trecho do relatório que faz a solicitação de abertura de um novo inquérito a Moraes.
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