Pedido de audiência sobre desaparecidos na Amazônia é ignorado por ministérios da Defesa e da Justiça
Entidades defensoras da liberdade de imprensa afirmam que, por parte do governo, "não há demonstração de efetiva preocupação com o destino dos desaparecidos"
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247 - Um pedido para uma audiência sobre o desaparecimento do jornalista Dom Philips e o indigenista Bruno Pereira, elaborado por entidades defensoras da liberdade de imprensa e expressão há 3 dias, foi ignorado pelos ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública. A informação é da coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.
Até o momento, os signatários do pedido apenas tiveram uma sinalização de 'recebimento e análise'. Após uma tentativa de obter uma resposta das pastas da Defesa e da Justiça, o retorno obtido foi de que não existe previsão para a realização das audiências.
Em nota, as entidades afirmam que "não há qualquer sinalização de interlocução do governo brasileiro com nossas organizações, tampouco uma demonstração de efetiva preocupação com o destino de Dom Phillips e Bruno Pereira. Para o presidente Jair Bolsonaro, ambos teriam se metido indevidamente em uma 'aventura'."
As 11 organizações participantes do movimento para a realização da audiência sobre o caso são os Repórteres sem Fronteiras, o Instituto Vladimir Herzog, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), o Instituto Tornavoz, o Intervozes, a Associação dos Correspondentes da Imprensa Estrangeira no Brasil (Acie), a Associação de Jornalismo Digital (Ajor), o Artigo 19, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), a Federação Nacional dos Jornalistas e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).
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