PEC da Transição será votada na terça-feira, diz Arthur Lira

Duas fontes da Câmara consultadas pela Reuters avaliaram que o adiamento da votação também tem relação com a interrupção do julgamento do orçamento secreto pelo STF

Arthur Lira
Arthur Lira (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)


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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou que a votação da PEC da Transição, inicialmente prevista para ocorrer nesta quinta-feira, só irá ocorrer na próxima terça-feira.

O deputado explicou que ainda estão sendo travadas conversas em torno do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de forma que alcance o apoio necessário para sua aprovação. Por se tratar de uma mudança na Constituição, ela precisa de ao menos 308 votos dos 513 deputados para ser aprovada em dois turnos de votação.

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Duas fontes da Câmara consultadas pela Reuters avaliaram que o adiamento da votação também tem relação com a interrupção do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade das emendas de relator, que ficaram conhecidas como orçamento secreto.

Leia também matéria da Agência Câmara sobre o assunto:

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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou para a próxima terça-feira (20) a votação da PEC da Transição (PEC 32/22). Ele pediu ao presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, que convoque sessão para esta sexta-feira (16) para tratar de assuntos orçamentários e lembrou que na segunda-feira haverá diplomação dos deputados federais eleitos, o que esvaziará o Parlamento. “Fiz um apelo ao presidente Pacheco para que ele faça o favor de convocar o Congresso para amanhã já que na segunda-feira será o dia das diplomações”, disse.

Já a PEC da Transição deverá ser analisada no decorrer de terça-feira, de manhã à tarde. “Nós vamos utilizar o Plenário da Câmara dos Deputados na terça o dia todo com a pauta da PEC da transição”, disse.

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Lira também afirmou que a PEC da Transição continua em discussão entre os líderes. “Estamos terminando as negociações, diferentemente do que tem sido noticiado, para que se tenha o quórum necessário para enfrentar as votações”, disse. Ele afirmou que o ano legislativo deverá ser encerrado na próxima quarta-feira com a votação do Orçamento.

O deputado José Guimarães (PT-CE), que lidera as negociações da PEC, afirmou que a base do governo Jair Bolsonaro precisa aprovar a proposta para “fechar as contas” do atual governo. “É esse governo e a base desse governo - que fica aqui criticando - quem mais precisa da aprovação desta matéria. Do contrário, o atual do governo não fechara as contas e, além dos processos, deixará um rombo fiscal de mais de R$ 20 bilhões”, disse. Ele afirmou que os parlamentares vão conversar com o presidente eleito para definir quais os pontos inegociáveis do projeto.

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PEC da Transição

A PEC da Transição é a primeira proposta patrocinada pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, já que assegura recursos fora da regra do teto de gastos e prevê o envio ao Congresso de uma nova regra fiscal, por meio de projeto de lei complementar, até agosto do ano que vem. O objetivo é garantir o pagamento de benefícios sociais como o Bolsa Família no valor de R$ 600 com adicional de R$ 150 para crianças até seis anos.

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O líder do PT, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que é fundamental a votação da proposta. “Compreendemos que é necessário concluir mais convergência porque essa PEC é fundamental para o povo brasileiro. Queremos convencer os demais líderes da importância de aprovação desta emenda constitucional”, disse.

O líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), também defendeu a negociação da proposta. “Essa Casa tem buscado o caminho seguro para votar essa matéria que é de fundamental importância para o povo”, disse. A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) lamentou que a proposta não tenha começado a ser analisada na sessão de hoje. "Não aprovar a PEC é inviabilizar um programa social imprescindível", disse.

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