Pazuello nega militarização na Saúde e pergunta: “Quem são os genocidas?”

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, refutou as críticas sobre militarização na Saúde e rebateu as declarações do ministro do STF Gilmar Mendes, que acusou o Exército de ser cúmplice de um genocídio. "Quem são os genocidas? Os 5 000 funcionários do ministério?", questionou

Eduardo Pazuello
Eduardo Pazuello (Foto: Erasmo Salomão/MS)


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247 - O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, negou haver militarização na pasta, admitindo que recrutou 18 militares para ajudá-lo no combate ao coronavírus. Ele rebateu as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que acusou o Exército de ser cúmplice de um genocídio.

"Quem são os genocidas? Os 5 000 funcionários do ministério? Os dezoito oficiais que eu trouxe para trabalhar comigo? Foi uma conversa muito mal colocada, atravessada, num momento errado e de uma pessoa que não precisava falar isso. Mas eu e o ministro Gilmar já conversamos", disse Pazuello em entrevista à revista Veja.

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Demonstrando seu alinhamento com Jair Bolsonaro no sentido de amenixar os efeitos da Covid-19, Pazuello criticou o isolamento social defendido pelo ex-ministro Luiz Henrique Mandetta no início da pandemia do coronavírus.

"No início, a população foi orientada a permanecer em casa mesmo com os sintomas da Covid. E era para ficar em casa até sentir falta de ar. E, quando você tivesse falta de ar, ainda diziam para segurar mais um pouquinho. Matamos quantas pessoas com isso? Loucura. O porcentual de morte sobe para 70% ou 80%. E isso não está dito em lugar nenhum, principalmente por quem agora nos critica", complementou.

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Em live nesta quinta-feira (16), Bolsonaro também criticou Mandetta, ao dizer que o ex-ministro "semeava pânico" na população ao defender o isolamento radical.

Na entrevista, Pazuello disse que a testagem em massa não é essencial. "Criaram a ideia de que tem de testar para dizer que é coronavírus. Não tem de testar, tem de ter diagnóstico médico para dizer que é coronavírus. E, se o médico atestar, deve-se iniciar imediatamente o tratamento".

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