"Pazuello não é ministro, é um interventor totalmente despreparado”, diz José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde

"Ele é uma pessoa totalmente despreparada para ocupar aquele espaço, basta assistir às entrevistas coletivas que se percebe que é uma pessoa que não tem o que dizer ali”, disse o ex-comandante da pasta à TV 247. Assista

José Gomes Temporão e Eduardo Pazuello
José Gomes Temporão e Eduardo Pazuello (Foto: STF | ABr)


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247 - Ministro da Saúde no governo Lula, José Gomes Temporão, em entrevista à TV 247, analisou o desempenho do general Eduardo Pazuello no comando da pasta. Segundo Temporão, o militar não tem preparo para o cargo e nem conhecimento sobre saúde pública.

“Um ministro que não é ministro, ele é um interventor no Ministério da Saúde. O Brasil está sem ministro já há oito meses no Ministério da Saúde. Ele é uma pessoa totalmente despreparada para ocupar aquele espaço, basta assistir às entrevistas coletivas que se percebe que é uma pessoa que não tem o que dizer ali”, falou.

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Para Temporão, o despreparo de Pazuello e de toda a equipe do governo Jair Bolsonaro levou o país ao caos que, na verdade, segundo ele, “não é bem um caos. Há método, planejamento, irracionalidade no comportamento do governo federal e do presidente, que nos levou a 210 mil óbitos”.

O ex-ministro também comentou a mentira contada por Pazuello de que ele nunca havia recomendado um suposto tratamento precoce contra Covid-19 e receitado de maneira alguma remédio específicos para a doença. “Quando ele já era ministro ele assinou um documento interno do ministério que está lá colocada a hidroxicloroquina como uma droga para uso precoce, ele apareceu em uma live com o presidente dizendo que tinha tomado e fazendo apologia desse uso, ele mandou a equipe dele a Manaus para pressionar a secretária municipal de Saúde a expandir o uso desse kit fake para uso na atenção básica em Manaus”, lembrou Temporão. “Ele mentiu. É deplorável termos um ministro, além de incompetente, mentiroso”, completou.

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Sobre a crise da falta de oxigênio vivida por Manaus, o ex-chefe do ministério afirmou que o episódio foi causado por uma mistura de falta de controle do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), do prefeito, David Almeida (Avante), e do ex-prefeito, Arthur Virgílio Neto (PSDB), em relação às medidas de contenção. Ele lembrou as cenas que o país assistiu no final de 2020 de “um festival de aglomerações, uma falta de controle absoluto, um negacionismo total”. Para o ex-ministro, a divulgação por Bolsonaro e Pazuello de que a hidroxicloroquina deve ser dada de maneira precoce cria também uma sensação de falsa segurança, o que amplia indiretamente a disseminação do coronavírus. Esses fatores, de acordo com Temporão, somados à infraestrutura precária de assistência médica na capital amazonense e à omissão das autoridades que não tomaram as medidas de precaução, foram a origem do desabastecimento de oxigênio na região. “Quando você analisa esse contexto, é inadmissível que isso tenha acontecido. Isso demonstra uma falta de planejamento total. Se você tem uma estimativa de consumo de oxigênio médio e você tem um momento de subida dramática do número de internações e óbitos, é evidente que você tem que se organizar e se planejar para prover os insumos básicos. No limite, estamos diante de um crime, e as responsabilidades têm de ser apuradas”.

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