Pastor barra entrada da imprensa em culto com Bolsonaro
Uma fotojornalista da agência de notícias Reuters foi expulsa do culto e uma equipe da Globo teve que deixar o local escoltada por seguranças
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247 - O bispo da igreja evangélica Assembleia de Deus Samuel Ferreira usou o púlpito do templo localizado no Brás, em São Paulo, para sinalizar que a imprensa não era bem vinda durante um culto que contou com a presença de Jair Bolsonaro (PL). "Receberemos aqui algumas autoridades que foram convidadas por nós. Somente esses e membros da igreja podem permanecer aqui", disse Ferreira antes que o atual ocupante do Palácio do Planalto fizesse seu discurso.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, uma fotojornalista da agência de notícias Reuters foi expulsa do culto e uma equipe da Globo teve que deixar o local escoltada por seguranças após ser vaiada por apoiadores de Bolsonaro.
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"Se algum órgão de imprensa não autorizado estiver presente saiba que está atrapalhando o bom andamento desta assembleia e saiba que pode ser processado por atrapalhar o culto em local que é guardado pela Constituição. [...] Esse é um assunto de família", completou o bispo, de acordo com o periódico.
“Mais cedo, em outro culto na unidade Belém da Assembleia de Deus, onde Bolsonaro também discursou, parte da imprensa foi impedida de entrar pelos seguranças da igreja. A justificativa é que se tratava de um evento fechado”, destaca a reportagem.
No culto, Bolsonaro lembrou que foi batizado no Rio Jordão, em Israel, em 2016, pelo Pastor Everaldo, que chegou a ser preso em uma operação da Polícia Federal deflagrada em 2020. e afirmou que isso representava um "testemunho público da crença". “E eu respeito qualquer religião e até quem não tem religião, que porventura, pode um dia se descobrir, aceitar, passar a respeitar, se integrar cada vez mais a nossa sociedade", ressaltou.
“A recordação foi compartilhada no mesmo dia em que um vídeo de Bolsonaro discursando em um templo maçônico viralizou nas redes sociais. O conteúdo que sugere ligação de Bolsonaro com a organização foi reprovado por grupos bolsonaristas”, ressalta o periódico.
Bolsonaro também aproveitou o culto para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário no segundo turno da eleição presidencial, ao afirmar que “lugar de bandido é na cadeia” e que "certas mudanças podem vir para pior".
Ainda conforme o periódico, Bolsonaro também disse que suja votação no primeiro turno, quando obteve 48,43% dos votos válidos, foi um “milagre” e criticou os institutos de pesquisas e a imprensa.
"Estavam todos contra mim, [...] a grande imprensa, os institutos de pesquisa, parte dos magistrados togados lá da praça dos Três Poderes [em Brasília], outros países de esquerda que querem voltar ao poder", afirmou.
Ataques aos institutos de pesquisas
Nesta terça-feira (4) campanha de Jair Bolsonaro (PL) acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra os institutos de pesquisas, que erraram em larga medida a 'previsão' do resultado do primeiro turno da eleição presidencial.
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, publicou um vídeo pedindo para que os brasileiros não participem das pesquisas eleitorais de institutos como Datafolha e Ipec, após os erros nos resultados do primeiro turno eleitoral.
Ao mesmo tempo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) disse ter dado início à coleta de assinaturas necessárias para abrir uma CPI para investigar as empresas que realizam pesquisas eleitorais e a base bolsonarista no Congresso está preparando leis para censurar e criminalizar os institutos.
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