Para estancar debandada do agronegócio, Bolsonaro ataca o MST e indígenas

Apoio de setores do agronegócio ao ex-presidente Lula, que lidera a disputa presidencial, provocou preocupação em Jair Bolsonaro e sua equipe de campanha

(Foto: Isac Nóbrega/PR | Marcello Casal Jr/Agência Brasil | Lula Marques)


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247 - O apoio de lideranças e setores do agronegócio à campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem causado preocupação em Jair Bolsonaro (PL), que tem no setor uma de suas principais bases de apoio. De acordo com a coluna da jornalista Malu Gaspar, de O Globo, a estratégia de Bolsonaro para 'estancar a sangria' foi exposta na semana passada, durante uma reunião com representantes do agronegócio de Mato Grosso, no Palácio da Alvorada, ao deixar claro que irá “explorar o temor do MST e a indefinição sobre o marco temporal para a demarcação de terras indígenas”. 

Na reunião, segundo a reportagem, Bolsonaro afirmou “que, nos governos FHC e Lula, a média de invasões de propriedades rurais era de uma por dia, e hoje teria despencado para quatro por ano. Em outra frente, reforçou a artilharia contra o ministro Edson Fachin na questão do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, que está pendente no Supremo Tribunal Federal (STF)”.

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O relator da ação sobre o marco temporal é o ministro do STF Edson Fachin, alvo frequente dos ataques contra a Corte e seus ministros desferidos por Bolsonaro e seus apoiadores. O julgamento sobre o marco temporal foi suspenso em setembro de 2021. 

O atual ocupante do Palácio do Planalto também teria dito que “se o entendimento de Fachin contra a fixação do marco temporal para a demarcação das reservas prevalecer, ele só terá duas alternativas: ‘entregar as chaves' do país a quem quiser ou descumprir a determinação do STF”.

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