Para contrariar OMS, presidente do CFM diz que não vetará uso de cloroquina
MPF e CPI do Genocídio investigam autarquia que representa os médicos por insistir no tratamento que, além de ser comprovadamente ineficaz, é perigoso. Órgão virou bastião de bolsonaristas fiéis
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Fórum - Mauro Luiz de Britto Ribeiro, presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), disse nesta sexta-feira (8), em entrevista ao Estadão, que os estudos científicos levados a cabo por laboratórios, institutos e universidades de todo o mundo, e que são tomados como parâmetro pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para proibir o uso de cloroquina em pacientes com Covid-19, não são suficientes para que o órgão chefiado por ele vete o uso da substância no país.
“Uma coisa são os estudos de gabinete. Outra coisa diferente é a prática da medicina. E temos que levar isso tudo em conta. Não podemos pegar trabalhos científicos e tomarmos uma decisão em cima apenas desses fatores. Eles são importantes, mas não são os únicos. Não tiro a sua razão, mas quando contextualizamos com casos concretos, num país continental como o nosso, em que temos excepcionais hospitais nos grandes centros e o médico que atende a população ribeirinha na Amazônia, é outro Brasil”, disse o médico que dirige o CFM.
Se esquivando do notório alinhamento político com o radicalismo do presidente Jair Bolsonaro, Britto Ribeiro argumenta que as decisões do CFM, além de “científicas”, são tomadas por um colegiado, o que impediria qualquer viés ideológico. Para traçar o raciocínio, o profissional bolsonarista também atacou a imprensa, como habitualmente faz seu líder.
Leia a íntegra na Fórum.
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