Pannunzio: Bolsonaro vai sair preso do Palácio com a quadrilha que ele chama de família
Jornalista diz que Bolsonaro criou uma crise militar com as demissões dos comandantes das Forças Armadas. "Bolsonaro, cada vez mais isolado e enlouquecido, vai tentar o golpe. Há de sair preso do Palácio do Planalto, junto com a quadrilha q ele chama de família", afirmou
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247 - O jornalista Fabio Pannunzio afirmou nesta terça-feira (30) que Jair Bolsonaro ainda será preso pelos crimes que tem cometido contra o povo brasileiro.
Pelo Twitter, Pannunzio avaliou que Bolsonaro criou uma crise militar com a demissão dos chefes do Exército, Edson Pujol; da Marinha, Ilques Barbosa; e da Aeronáutica, Antônio Carlos Bermudez. "Bolsonaro, cada vez mais isolado e enlouquecido, vai tentar o golpe. Há de sair preso do Palácio do Planalto, junto com a quadrilha q ele chama de família", afirmou.
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Comandantes das Forças Armadas deixam governo Bolsonaro após crise provocada pelo presidente
Após a segunda-feira tempestuosa em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, trocou seis ministros, a tarde desta terça começa com o anúncio da renúncia coletiva dos três comandantes das Forças Armadas: Edson Leal Pujol (Exército), Ilques Barbosa (Marinha) e Antônio Carlos Bermudez (Aeronáutica) reagiram à intempestiva “reforma ministerial” do chefe do governo que “queimou” o até então ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, muito respeitado na força que comanda. Os comandantes anunciaram sua decisão após reunião com o novo titular da Defesa, general Braga Netto.
Segundo inúmeras informações de Brasília, a recusa de Azevedo e Silva de apoiar explicitamente a intenção de Bolsonaro de endurecer contra os governadores na decretação de lockdowns motivou a demissão do general. O presidente teria pedido a cabeça de Pujol, por considera-lo fraco, e ficado furioso com a negativa do ex-ministro da Defesa.
O ato dos três comandantes é inédito na história brasileira. Eles deixam claro, com o gesto, que não têm a menor intenção de ultrapassar as linhas do Estado democrático de direito e violar a Constituição, que é o sonho de Bolsonaro. Em abril de 2016, ao votar pelo impeachment de Dilma Roousseff, o atual presidente da República votou “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, o que foi considerado “estarrecedor” por políticos e ativista dos direitos humanos.
A demissão de Azevedo e Silva provocou uma crise de Bolsonaro com a área militar que deve enfraquecê-lo ainda mais. O presidente está acuado. Ele tem hoje justamente o apoio parte de uma base militar (incluindo as PMs), um pequeno segmento da área empresarial, os defensores de armamento e evangélicos fundamentalistas. A crise armada com a caserna enfraquece sua relação com as Forças Armadas, cujo respeito à hierarquia é basilar.
Segundo O Estado de S. Paulo, a reunião entre os três comandantes e Braga Netto e foi tensa. Ilques Barbosa, da Marinha, teria sido o mais exaltado, “com reações que beiraram à insubordinação, conforme relatos de presentes”, relata o jornal.
“Insano desonrou a farda”
“Está chegando ou já chegou a hora de as Forças Armadas decidirem se embarcam na aventura golpista de um insano que inclusive desonrou a farda ou se ficam com a Constituição e a democracia”, postou o ex-presidente da OAB-RJ Wadih Damous, no Twitter.
Embora tenha ficado com a Secretaria de Governo, com a deputada federal Flávia Arruda (PL-DF), na “reforma” ministerial, ainda não se pode prever qual será a reação do bloco informal no Congresso à crise político-militar armada pelo presidente. Na semana passada, o presidente da Câmara, Arthur Lira, deu um recado ao presidente, afirmando sobre os “remédio amargos”, alguns dos quais “fatais” disponíveis no Parlamento. O deputado recomendou “autocrítica, instinto de sobrevivência, da sabedoria, da inteligência emocional e da capacidade política”. Todos atributos que Bolsonaro, mais uma vez, comprovou não ter.
Na mesma semana, as avaliações dos de cientistas políticos de Brasília eram de que Bolsonaro nunca esteve tão próximo do impeachment e que, depois da fala de Lira, a pressão sobre o presidente triplicou.
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