Pacheco nega risco de golpe e diz 'não ter dúvidas' de que as Forças Armadas respeitarão o resultado eleitoral
"Não vejo o mínimo ambiente para uma recusa do resultado eleitoral e muito menos de um golpe", disse o presidente do Senado
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Reuters - O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta sexta-feira que não há risco de recusa do resultado das eleições de outubro ou de um golpe, e avaliou ainda que as Forças Armadas, respeitadas por seu comprometimento com a disciplina, respeitarão o desfecho eleitoral.
Em entrevista a agências internacionais, o senador avaliou como positiva a participação de observadores internacionais no processo eleitoral de outubro, assim como das Forças Armadas na comissão de transparência criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Defendeu, no entanto, que cabe apenas à Justiça Eleitoral a tarefa de apurar os votos.
"Com as instituições do Brasil funcionando, com a sociedade, com a democracia já plenamente assimilada, eu não vejo o mínimo ambiente para uma recusa do resultado eleitoral e muito menos de um golpe", disse Pacheco ao ser questionado sobre a possibilidade.
"As Forças Armadas são instituições constitucionais presentes na vida dos brasileiros, delas nos orgulhamos", disse. "Não tenho dúvida da maturidade e do papel das Forças Armadas na busca também do consenso e do respeito ao resultado eleitoral."
Pacheco negou, ainda, ter havido erro na iniciativa do TSE de convidar as Forças Armadas para participar do conselho que acompanhará o processo eleitoral, ao mesmo tempo que considerou que seria "caótico" um Estado em que as decisões judiciais não fossem respeitadas.
Como presidente do Legislativo, o senador terá a tarefa de dar posse ao eleito em outubro para a Presidência da República, e disse acreditar que "haverá solenidade de posse normalmente".
Defensor de um reforço do diálogo para fazer frente ao tensionamento entre as instituições, o presidente do Congresso admitiu que este é um dos piores momentos e que o Judiciário é alvo de ataques.
Para ele, tanto o presidente Jair Bolsonaro, com seus posicionamentos "frontalmente" contra membros ou decisões judiciais, quanto o Judiciário, devem fazer o seu papel.
No caso da Justiça, o parlamentar avalia que poderia haver, por iniciativa do próprio Poder, uma reflexão sobre sua atuação para evitar conflitos. Citou a adoção de decisões monocráticas como um dos pontos que podem gerar atritos com os demais Poderes.
A respeito de entrevista de Bolsonaro divulgada nesta sexta em que o presidente o acusa de agir parcialmente em meio à crise institucional, Pacheco negou haver qualquer preferência e garantiu que a única parcialidade a que se permite ocorre na defesa da Democracia, das instituições e do Estado de Direito.
Segundo ele, a defesa dos princípios democráticos "acaba desaguando" na defesa das prerrogativas do Poder Judiciário.
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