Órgão da PGR diz que Bolsonaro cometeu crime de racismo ao ofender maranhenses e pede ação de Aras contra presidente

Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão considerou que Jair Bolsonaro incorreu no crime de racismo quando, no final de outubro, fez declarações homofóbicas contra a população do Maranhão e a comunidade LGBT

Augusto Aras e Jair Bolsonaro
Augusto Aras e Jair Bolsonaro (Foto: Leonardo Prado/MPF)


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247 - A  Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão que integra à Procuradoria-Geral da República (PGR), considerou que Jair Bolsonaro incorreu no crime de racismo no episódio em que fez declarações homofóbicas contra a população do Maranhão e a comunidade LGBT. No despacho, proferido nesta sexta-feira (13), a PFDC pede que o procurador-geral da República, Augusto Aras, tome providência sobre o caso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). 

Segundo reportagem do jornal O Globo, o documento é assinado pelo subprocurador-geral da República Carlos Alberto Vilhena, que foi indicado ao cargo por Aras. A ação foi movida por parlamentares do PSOL após o ex-capitão fazer uma piada de mau gosto e de tom homofóbico envolvendo maranhenses e o guaraná Jesus, um dos principais símbolos da cultura do estado.

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"Agora eu virei boiola. Igual maranhense, é isso?", disse Bolsonaro durante passagem pelo estado no dia 29 de outubro. "Guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí, quem toma esse guaraná aqui vira maranhense", completou em seguida. 

“Examinando a representação, tem-se que, de fato, as condutas ali narradas configuram, ao menos em tese, o crime de racismo – tipificação na qual se enquadram as condutas homofóbicas e transfóbicas, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão no 26 e no Mandado de Injunção no 4.733 –, o que atrai e justifica a atuação do Ministério Público no caso”, diz o despacho da PFDC.  

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