Organizador do golpe, Miguel Reale pede candidato único da "terceira via"

A tentativa de criar uma “terceira via” é uma manobra de um setor da direita que busca um candidato próprio para não ter de apoiar novamente Jair Bolsonaro contra o PT, cujo candidato deve ser o ex-presidente Lula (PT)

Miguel Reale Júnior
Miguel Reale Júnior (Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados)


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247 - Organizador do golpe de Estado de 2016, ao organizar o impeachment - ilegítimo - de Dilma Rousseff (PT), o jurista Miguel Reale Júnior, filho do integralista Miguel Reale, defendeu a unificação da chamada “terceira via” em um único candidato em artigo publicado no Estado de S.Paulo.

“Os subscritores dos recentes manifestos em prol do Estado de Direito devem se pôr em campo para exigir que os presidenciáveis do centro, após a legítima apresentação de sua ambição de ocupar a Presidência, venham a encontrar, dentre eles, alguém que aglutine e constitua governo conjunto, em torno de um só nome, como se fez na eleição de 1985, quando Ulysses e Montoro abdicaram da condição natural de candidatos em favor de Tancredo, o qual teria, mais que eles, condição de compor diversos setores políticos a seu favor”, escreve.

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“Há tempo, mas cumpre a todos se debruçarem nessa tarefa de exigir dos presidenciáveis a criação de um só caminho do centro democrático, em prol do Brasil”, afirmou.

A tentativa de criar uma “terceira via” é uma manobra de um setor da direita que busca um candidato próprio para não ter de apoiar novamente Jair Bolsonaro contra o PT, cujo candidato deve ser o ex-presidente Lula (PT).

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