Operação descobre quadrilha nazista que atuava em sete estados. Extremista preso planejava atentado (vídeo)

Os investigados disseminavam ódio a negros e judeus nas redes sociais. A operação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol)

(Foto: Reprodução)


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Metrópoles - Organizados e violentos, grupos simpatizantes do nazismo utilizam o suposto anonimato proporcionado pela internet para arregimentar “soldados do ódio” e promover atentados contra minorias. Investigações conduzidas pelas polícias civis de sete estados e pelo Ministério Público mapearam a ação de uma dessas células extremistas.

A coluna teve acesso exclusivo a um vídeo no qual um deles confessou que planejava cometer um atentando e, em seguida, se matar. Nas imagens, logo após ser alvo de busca e apreensão, o suspeito relata aos policiais que “não aguentava mais as coisas erradas no mundo”. O criminoso se apresentou como vigilante noturno e disse que “respeitava apenas pessoas honestas”.

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A quadrilha de nazistas foi foco de policiais civis e promotores em 16 de dezembro. Batizada de Operação Bergon, a ação cumpriu quatro mandados de prisão e 31 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais, no Rio Grande do Norte, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Os investigados disseminavam ódio a negros e judeus nas redes sociais. A operação foi coordenada pela Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav) e pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público.

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As investigações duraram sete meses e começaram após comunicação feita à Dcav pela Secretaria de Operações Integradas (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas e da Homeland Security Investigations (HSI-USA), para apurar fatos e circunstâncias ligados a uma associação criminosa voltada à prática de atos violentos, de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional por meio de redes sociais.

Em maio deste ano, um dos alvos foi identificado por utilizar um aplicativo para espalhar ódio e atrair simpatizantes, principalmente com ameaças contra negros e judeus. Na ocasião, a Delegacia da Criança e Adolescente pediu à Justiça que decretasse a prisão cautelar temporária de 30 dias, expedição do mandado de busca e apreensão e quebra do sigilo de dados.

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A partir da análise do material periciado pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil do Rio de Janeiro, e pelo Ministério Público, foi encontrado farto conteúdo racista contra negros e judeus. Chamaram a atenção diálogos ameaçadores, cooptação de simpatizantes, treinamento e, principalmente, disseminação de ódio.

Dos alvos da ação, 15 são do estado do Rio de Janeiro; nove, de São Paulo; dois, do Rio Grande do Sul; dois, do Paraná; um é de Minas Gerais; um, do Rio Grande do Norte; e um, de Santa Catarina.

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