Operação de retirada de garimpeiros da terra ianomâmi começa nesta terça-feira

Ação para retirada do garimpo ilegal envolve cerca de 500 agentes das forças de segurança e militares. A FAB abriu corredores aéreos visando a saída dos garimpeiros ilegais

(Foto: REUTERS/Bruno Kelly)


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247 - O governo federal inicia nesta terça-feira (7) a operação para retirada de garimpeiros ilegais da Terra Indígena Ianomâmi. A véspera da ação, porém, foi marcada pela denúncia da morte de três ianomâmi e de um garimpeiro em conflitos no interior da reserva. Segundo a ministra do Povos Indígenas, Sônia Guajajara, agentes da Polícia Federal encontraram um jovem indígena morto e outro ferido na região de Homoxi. Os outros dois assassinatos teriam ocorrido na região de Parima. 

De acordo com o jornal O Globo, a ministra informou que os indígenas relataram que os confrontos teriam acontecido entre a sexta-feira (3) e o sábado (4). “Foi encontrado um corpo no meio dos garimpeiros e mais um ferido. O corpo foi entregue para a família para fazer o ritual fúnebre próprio da cultura, e o ferido está sendo removido para o atendimento de saúde. É uma situação de urgência e emergência permanente”, disse Sônia Guajajara. Os outros dois corpos estariam em uma região de mata fechada.

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Ainda conforme a reportagem, o corpo de um homem identificado como Ernandes Belo da Silva foi levado para o Instituto Médico Legal de Boa Vista na segunda-feira (6). Familiares informaram que ele teria sido morto morto pelos ianomâmi no sábado. 

Também na segunda-feira, a Força Aérea Brasileira (FAB) determinou a criação de três corredores aéreos com o objetivo de facilitar a saída voluntária de garimpeiros da terra ianomâmi. Os corredores aéreos deverão durar uma semana e atende a pedidos feitos pelos próprios garimpeiros que tentam deixar a região antes do início das ações coercitivas por parte das forças de segurança. 

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Ao todo, o governo deverá enviar cerca de 500 homens - incluindo agentes da Polícia Federal da Força Nacional, além de militares - para atuarem na retirada dos garimpeiros ilegais. 

“Todos que cometeram crimes como genocídio, crimes ambientais, o próprio garimpo, financiamento de garimpo, assim como lavagem de dinheiro, e que estão sendo investigados, continuarão a ser. São caminhos que seguem paralelamente. De um lado nós temos a desintrusão, a desocupação das terras indígenas. De outro, temos a investigação”< disse o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. 

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Saiba mais sobre o assunto na reportagem da Agência Brasil. 

FAB reabre espaço aéreo em RR para saída espontânea de garimpeiros

Pedro Rafel Vilela, Agência Brasil - A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou a reabertura parcial do espaço aéreo sobre a Terra Indígena Yanomami, em Roraima, para permitir a saída coordenada e espontânea de garimpeiros que atuam ilegalmente na região. A medida começou a vigorar nesta segunda-feira (6) e vai durar uma semana, seguindo até a próxima segunda-feira (13). Segundo a FAB, foram criados três corredores aéreos. As aeronaves terão autorização de voo desde que se mantenham dentro dos limites laterais e verticais estabelecidos.

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As novas regras foram normatizadas pela FAB por meio de Notam, sigla em inglês para Notice to Air Missions, que informa a comunidade aeronáutica sobre a operação.

"A alteração na Zona de Identificação de Defesa Aérea (ZIDA) acrescenta, ainda, que as aeronaves que decolarem de localidades distantes desses corredores devem voar perpendicularmente até ingresso em um deles, para após prosseguirem em seu voo. Os corredores são de seis milhas náuticas (NM) de largura, o que equivale a cerca de 11 quilômetros", informou a FAB.

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Setores de inteligência do governo federal e o próprio movimento indígena identificaram a fuga de garimpeiros da terra indígena nos últimos dias por terra e por via fluvial. Como a principal forma de acesso ao território é por via aérea, a reabertura para os voos deve acelerar a saída dos invasores. 

As aeronaves que descumprirem as regras estabelecidas nas áreas determinadas pela Força Aérea estarão sujeitas às Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), que vão desde a identificação da aeronave, pedidos de mudança de rota e pouso obrigatório até tiros de advertência e os chamados tiros de detenção, que são disparos com a finalidade de provocar danos e impedir o prosseguimento do voo da aeronave transgressora. 

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O bloqueio do espaço aéreo sobre a terra indígena começou a vigorar no início da semana passada, após a edição de um decreto presidencial. 

Garimpeiros

Representantes dos garimpeiros comemoraram a medida, que vai facilitar uma resolução da crise com menor possibilidade de conflitos. A reabertura do espaço aéreo na área Yanomami era uma demanda do segmento.

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"Entendemos que o governo está sendo sensível à crise. É um momento de pânico para milhares de garimpeiros que pretendem, voluntariamente, deixar a área. Pedimos, fizemos a mobilização da forma que se poderia fazer para ajudar, para que não houvesse conflitos", afirmou o coordenador de articulação política do Movimento Garimpo é Legal, Jailson Mesquita. 

Segundo Mesquita, também é preciso manter as vias fluviais abertas para que os garimpeiros que estão de canoa e outras embarcações possam também deixar o território. "Quem ficou para trás foram os menos favorecidos, quem não tinha dinheiro, quem não tinha condição. Agora, vamos ver essa retirada aí, mas já é um passo, um importante passo", disse.

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