"O tiro vai sair pela culatra", diz Eduardo Bolsonaro sobre decisão de Moraes que resultou em operação contra empresários

Críticas ao ministro do STF foram feitas após a revelação de que o senador Randolfe Rodrigues havia pedido a quebra do sigilo bancários dos empresários bolsonaristas

Eduardo Bolsonaro e Alexandre de Moraes
Eduardo Bolsonaro e Alexandre de Moraes (Foto: Paulo Sérgio/Câmara dos Deputados | LR Moreira/Secom/TSE)


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247 - Aliados de Jair Bolsonaro (PL) voltaram a colocar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na alça de mira. As críticas foram feitas após uma reportagem do jornal O Estado de São Paulo revelar que a decisão do magistrado em determinar a quebra de sigilo bancário e o bloqueio de contas dos empresários bolsonaristas, que defenderam um eventual apoio a um golpe de Estado em um grupo de WhatsApp, atendeu a um pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um dos dos coordenadores da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

“Alexandre de Moraes atendeu a um pedido do coordenador da campanha do ex-presidiário para, com base em conversas particulares e figurinhas de whatsapp, devassar a vida de pessoas inocentes e trabalhadores apenas porque apoiam Bolsonaro. O tiro vai sair pela culatra (de novo)”, postou o deputado Eduardo Bolsonaro (União Brasil-SP). O assunto também foi destaque nas redes sociais e canais bolsonaristas na internet. 

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No pedido que resultou na operação contra os empresários bolsonaristas, o delegado da Polícia Federal Fábio Alvarez Shor solicitou apenas a apreensão dos celulares e a quebra do sigilo das mensagens. O documento, contudo, cita a suspeita de financiamento de atos antidemocráticos, mas não aborda a quebra do sigilo bancário.

A quebra de sigilo bancário e o bloqueio de contas dos empresários bolsonaristas, porém, foi determinada com base em um relatório elaborado pelo magistrado Airton Vieira, que atua no gabinete do ministro Alexandre de Moraes. No documento, Vieira afirma que as buscas contra os empresários e a quebra de sigilo bancário são “oportunas” porque têm “o condão de trazer elementos concretos do envolvimento dos investigados com o ‘núcleo financeiro'” do grupo que financiou atos antidemocráticos. 

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Ainda segundo ele, os dados bancários dos empresários bolsonaristas poderão “servir de norte para o eventual cruzamento” com dados bancários “obtidos de investigados nos outros inquéritos” que seriam financiadores de atos antidemocráticos.

Confira a postagem de Eduardo Bolsonaro. 

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