O drama da fome: famílias comem lagartos e restos de carne para enganar fome no Nordeste

O Brasil, durante o governo da presidente Dilma, saiu do Mapa da Fome da ONU em 2014, mas agora regride

Homem mistura ração no feijão para não passar fome
Homem mistura ração no feijão para não passar fome (Foto: Reprodução)


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247 - A Folha de S.Paulo publica nesta terça-feira (7) relatos sobre a fome no estado do Rio Grande do Norte, no Nordeste. É uma realidade que se alastra pelo país .

No Brasil tornou-se comum o povo disputar pedaços de ossos de boi. Sob o governo de Bolsonaro, ossos de boi se tornaram artigos vendidos nos açougues de capitais, quando antes eram doados. 

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A reportagem aponta que o desemprego acentuado com a pandemia e a queda no poder de compra em 2021 agravaram a insegurança alimentar e a fome. Mais da metade (52%) dos municípios potiguares estão em "seca grave". A área com esse diagnóstico aumentou, segundo a Ana (Agência Nacional de Águas), e o estado é, no Nordeste, o mais afetado pela estiagem. O governo lançou em outubro um plano estadual de convivência com o semiárido.

Paralelo a isso, a Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social calcula que 370 mil famílias estejam na extrema pobreza, o maior patamar em uma década.

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"A mistura, às vezes, é ovo. Às vezes, não tem. Nem calango, nem lagarto tijuaçu tem mais aqui. Eles migram atrás de água." Há quem diga que os que ficam "são pequenos como lagartixas", relata um morador. 

O Brasil, durante o governo da presidente Dilma, saiu do Mapa da Fome da ONU em 2014, mas agora regride. 

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