"Nunca havia visto um crime tão bem planejado", diz 1º delegado a investigar caso Marielle

Giniton Lages deixou o caso após um ano de apurações, em março de 2019

(Foto: Agência Brasil)


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247 - Primeiro delegado a investigar o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, Giniton Lages deixou o caso após um ano de apurações, em março de 2019, logo após as prisões de Ronnie Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz, acusados de serem os executores. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, ele afirmou: "foi um crime milimetricamente pensado". 

"Tenho 14 anos como delegado, nove deles na investigação de homicídios, e nunca tinha visto um crime tão bem preparado, tão bem pensado tanto no pré-crime quanto no pós-crime. E isso dificultou demais a investigação para chegar à autoria de forma rápida. A investigação trabalha com vestígios encontrados na cena do crime, imagens, testemunhas, papiloscopia. Mas não tínhamos nada disso. Não havia imagens da execução porque a câmera daquele trecho estava inoperante. Mas, mesmo que houvesse, a imagem não revelaria nada. O assassino joga para fora do veículo apenas parte do braço e a arma. A mão está envolta em um manguito, então nem sequer teríamos certeza da cor da pele. Ele não desce do veículo, não toca em nada. Ninguém mais fala por telefone, todo munda usa a internet para falar. Esse foi mais um campo de dificuldade que tivemos", disse.

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Lages está lançando junto com o cientista político Carlos Ramos o livro Quem Matou Marielle? (Editora Matrix). Na obra, ele se propõe a revelar “os bastidores do caso que abalou o Brasil e o mundo”

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