Nova versão de Wassef sobre Queiroz já foi desmentida por Bolsonaro

A versão do advogado Frederick Wassef sobre um fantasioso complô para matar Fabrício Queiroz e culpar o clã Bolsonaro já nasceu morta: em sua live na quinta da última semana, Bolsonaro afirmara que Fabrício Queiroz estava na casa de Wassef em Atibaia pela proximidade do hospital onde o ex-assessor de Flávio Bolsonaro tratava de um câncer - que era mentira também

Frederick Wassef, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro
Frederick Wassef, Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro (Foto: Reprodução | Valter Campanato/Agência Brasil)


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247 - A nova versão criada pelo advogado Frederick Wassef de que o clã presidencial não sabia que o próprio defensor escondia Fabrício Queiroz já foi desmentida por Jair Bolsonaro. Nasceu morta. Em live na semana passada nas redes sociais, ele disse que o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) estava na casa do advogado em Atibaia (SP) pela proximidade do hospital onde ele tratava de um câncer, versão igualmente mentirosa e desmentida pelo hospital.

"E por que estava naquela região de São Paulo? Porque é perto do hospital onde faz tratamento de câncer. Então, esse é o quadro. Da minha parte, está encerrado aí o caso Queiroz", afirmara Bolsonaro.

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A declaração de Bolsonaro contradiz a versão de Wassef. O advogado afirmou ter escondido Queiroz para impedir uma eventual tentativa de assassinato. "Naquele momento, meu entendimento é que eu queria evitar que Fabrício Queiroz fosse executado em uma simulação qualquer ou mesmo que sumissem com o seu cadáver", disse. 

Queiroz foi preso no último dia 18 em Atibaia (SP), onde estava escondido em um imóvel que tem o advogado como proprietário. Ele é acusado de envolvimento com um esquema de lavagem de dinheiro na Assembleia Legislativa do Rio, onde assessorava Flávio Bolsonaro, que era deputado estadual antes de ser eleito senador. 

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Segundo relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017.

O procurador da República Sérgio Pinel afirmou ter encontrado "fortes indícios da prática de crime de lavagem de dinheiro" envolvendo o filho de Jair Bolsonaro. O Ministério Público do Rio já disse ter encontrado indícios de que o parlamentar lavou R$ 2,27 milhões com compra de imóveis e em sua loja de chocolates. 

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