No Rio, Lula e Gleisi denunciam campanha de Bolsonaro pautada em mentiras

Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro (RJ), presidenta nacional do PT diz que momento nunca visto no processo eleitoral é vergonhoso e precisa ser denunciado

(Foto: Ricardo Stuckert)


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Lula - Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (20/10) no Rio de Janeiro (RJ), a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticaram a estratégia política do adversário Jair Bolsonaro de pautar a campanha com base em mentiras e de utilizar a religião, o poder econômico e a máquina pública do Estado brasileiro na busca de votos. A presidenta do PT afirmou ser preciso denunciar esse formato de campanha eleitoral que põe em risco a democracia no Brasil.

 “É uma avalanche de mentiras, uma avalanche de fake news e de agressividade. A política deixou de ser espaço onde se discute projeto Brasil, para o outro agredir. Tem compra de voto, é patrão pressionando as pessoas para votar no Bolsonaro. É uma coisa doida que a gente não via no processo eleitoral. Tem que se tomar medidas, não pode ser assim.  É uma vergonha o que está acontecendo em termos de processo eleitoral”, disse a presidenta do PT, indignada com casos recentes de pastores que gravam vídeos insistindo na tese falsa de que o presidente Lula quer fechar igrejas. 

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Diferentemente do que as falsas notícias querem fazer crer, Lula teve gestão muito respeitosa com todas as crenças, enquanto foi presidente. Nos seus governos, ele sancionou a Lei da Liberdade Religiosa, o Dia Nacional da Marcha para Jesus e o Dia Nacional do Evangélico. A atuação republicana e estadista foi reconhecida por lideranças evangélicas progressistas em encontro em São Paulo na terça-feira (19/10).

*Entre as medidas eleitoreiras, tomadas em cima da hora para tentar comprar votos e usando a máquina pública como propaganda eleitoral, Gleisi e Lula citaram a liberação de empréstimo consignado associado ao Auxílio Brasil, a liberação de FGTS para e décimo terceiro salário, a menos de uma semana da eleição, com amplo uso de dinheiro para dar publicidade às medidas.  Outras medidas eleitoreiras também foram tomadas, como o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 três meses antes das eleições*.

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Máquina poderosa de contar mentiras

Na entrevista, o ex-presidente Lula afirmou que o adversário tem uma máquina poderosa de contar mentiras e usa as redes sociais para vender monstruosidades, espalhar fake news e tentar se explicar, como na repercussão da declaração sobre as adolescentes da Venezuela, que ele, preocupado com a repercussão negativa, acordou de madrugada para desmentir o que ele mesmo tinha contado.

“Nós sabemos como ele age. O cara é um mentiroso muito profissional. Mente com a maior desfaçatez. Não está preocupado”, disse Lula. “Vamos enfrentar sempre sem entrar no jogo rasteiro e no lamaçal que ele quer nos jogar. Vamos continuar tentando convencer o povo brasileiro de que somos o melhor para o país, de que temos uma experiência acumulada – não só do Lula e do PT, mas do Alckmin que governou 16 anos São Paulo – para a gente retomar a economia”, disse o ex-presidente, destacando o legado de seus governos para resolver os problemas do país que, segundo ele, são maiores hoje do que quando assumiu o primeiro mandato em 2003.

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TSE abriu investigação

A máquina de mentiras produzida pela campanha de Bolsonaro levou o corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Benedito Gonçalves, a determinar a abertura de investigação contra um “Ecossistema de Desinformação Bolsonarista”. O ministro deu prazo para que 47 pessoas apresentem defesa – entre elas, o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos. A suspeita é de uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político e econômico, com o objetivo de manipular os eleitores e influenciar o processo eleitoral.

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