No governo Bolsonaro, Itamaraty atrasa cumprimento de normas diplomáticas básicas
Mais uma vez o Itamaraty foi lento, atrasando pronunciamentos sobre a morte de Desmond Tutu e eleição do chileno Boric
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247 - O Itamaraty demorou mais de um dia para lamentar a morte de Desmond Tutu e quatro dias para felicitar a vitória do progressista chileno Gabriel Boric.
Em sua coluna no Metrópoles, o jornalista Guilherme Amado destaca que o Itamaraty funciona em ritmo lento no governo de Jair Bolsonaro. "Às 18h53 da segunda-feira (27/12), o Ministério das Relações Exteriores divulgou uma nota curta lamentando a morte de Desmond Tutu, um dos símbolos da luta contra o apartheid na África do Sul. O comunicado de três parágrafos demorou mais de um dia para ser escrito", escreve o jornalista.
"A morte de Tutu foi divulgada às 4h30 (horário de Brasília) do domingo (26/12) pela fundação batizada com o seu nome. Pela manhã, os maiores jornais do mundo estampavam a notícia em suas manchetes. Vencedor do Nobel da Paz em 1984, Tutu era uma das principais lideranças globais na luta contra o autoritarismo e a desigualdade", prossegue Guilherme Amado.
O jornalista opina que não se pode atribuir o atraso ao recesso de fim de ano. "O Itamaraty demorou quatro dias para felicitar o esquerdista Gabriel Boric pela vitória no último dia 19 na eleição presidencial do Chile. Todos os principais países da América do Sul já tinham cumprimentado Boric pelo triunfo sobre José Antonio Kast, um político de extrema-direita que tem a simpatia da família Bolsonaro".
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