No Brasil, o 1% mais rico tem 38 vezes mais renda que os 50% mais pobres, aponta IBGE
Concentração da renda atingiu maior nível em 2019 e disparidade volta a subir entre 2020 e 2021, aponta pesquisa do IBGE
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Agenda do Poder - A parcela de brasileiros que faz parte do 1% com os maiores rendimentos mensais recebe atualmente, em média, 38,4 vezes mais do que a metade da população do país com os menores rendimentos. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2021: Rendimento de todas as fontes, divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE.
Segundo a pesquisa, a concentração de renda por essa comparação mostrou trajetória de redução entre 2012 e 2014, caindo de 38,2 vezes para 33,5 vezes no período. Em 2014, porém, voltou a crescer até atingir o maior nível da série histórica (39,8 vezes) em 2019, antes da pandemia.
- Concentração de renda no Brasil
Razão do rendimento médio per capita entre 1% mais rico e os 50% mais pobres
2012: 38,2
2013: 35,8
2014: 33,5
2015: 33,9
2016: 36,4
2017: 37,3
2018: 39,5
2019: 39,8
2020: 34,8
2021: 38,4
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A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) 2021 - Rendimento de todas as fontes, divulgada nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a metade mais pobre da população brasileira sobreviveu com o rendimento médio de R$ 415 por mês em 2021. Foram 106,35 milhões de pessoas com R$ 13,83 por dia por pessoa. Os R$ 415 representaram o pior resultado histórico, diminuição de 15,1% na comparação com os R$ 489 recebidos em 2020, em valores atualizados pela inflação.
O rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2021 foi de R$ 1.353, o valor mais baixo desde 2012 (R$ 1.417), primeiro ano da série histórica da pesquisa. Entre as regiões brasileiras, os valores mais baixos foram os do Norte (R$ 871) e do Nordeste (R$ 843). O maior foi o da Região Sul (R$ 1.656).
Os números foram divulgados pelo IBGE na mesma semana em que o segundo Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil identificou 33,1 milhões de pessoas passando fome no País entre o fim de 2021 e abril de 2022. O levantamento foi realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).
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