"Ninguém vai interferir em nada de processo eleitoral. Nem é papel militar", diz Mourão
Vice-presidente ainda acusou a imprensa de criar um "metaverso" para que a eleição brasileira aconteça "da mesma forma que aconteceu nos Estados Unidos"
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247 - O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) afirmou à Veja em entrevista publicada nesta terça-feira (12) que os militares não interferirão no processo eleitoral, reconhecendo que cuidar das eleições não está entre as tarefas das Forças Armadas.
Apesar das seguidas ameaças de Jair Bolsonaro (PL) e da pressão por parte da cúpula das Forças Armadas sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Mourão acusou a imprensa de querer tumultuar a eleição, criando um episódio no Brasil parecido com o que ocorreu no Capitólio, nos Estados Unidos, na ocasião da eleição de Joe Biden e derrota de Donald Trump.
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"A palavra está dada pelo ministro da Defesa e pelo comandante das Forças [Armadas] que ninguém vai interferir em nada de processo eleitoral. Nem é papel militar. O que existe hoje é um ‘metaverso’ que vem sendo criado, por parcela da imprensa, querendo que aconteça a eleição aqui no Brasil da mesma forma que aconteceu nos Estados Unidos", declarou.
O vice-presidente negou haver “tensão” na caserna em relação às eleições. “Por que o grupo militar estaria tenso? O grupo militar só será usado… Qual é uma das funções das Forças Armadas? Garantir a lei e a ordem, se houver uma baderna generalizada no país, independente de quem forem os baderneiros e o sistema policial não der conta disso".
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