Nicolelis: mudança no Ministério da Saúde é para Bolsonaro continuar mandando e ignorando o que precisa ser feito
O médico e cientista Miguel Nicolelis disse que a mudança na pasta que será chefiada por Marcelo Queiroz, não deve alterar o ‘manejo desastroso’ do governo Bolsonaro em relação à pandemia de Covid-19
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247 - O médico e cientista Miguel Nicolelis, pesquisador da pandemia do coronavírus e ex-coordenador do comitê científico do Consórcio Nordeste, disse, em entrevista à Globo News, que a mudança no Ministério da Saúde, que será chefiado por Marcelo Queiroz, não deve alterar o ‘manejo desastroso’ do governo Jair Bolsonaro em relação à pandemia do novo coronavírus.
“Eu espero que o desastre que tem sido o manejo dessa pandemia no Brasil pelo governo federal continue na mesma direção trágica e que, infelizmente, essa mudança não traga nenhuma grande diferença nos dias que virão nessas próximas duas, três semanas, que podem caracterizar não só o pior mês da pandemia desde o começa dela, em fevereiro de 2020, mas talvez o pior mês da história do Brasil em termos de perdas de vidas”, afirmou.
Segundo ele, “infelizmente, toda sinalização” é que Bolsonaro “está trazendo alguém só para continuar mandando no Ministério da Saúde e ignorando o que precisa ser feito de verdade no Brasil”.
Novo ministro da Saúde é bolsonarista e curte postagens do clã
Novo ministro da Saúde indicado por Jair Bolsonaro curtiu publicações do clã Bolsonaro contra lockdown e medidas de distanciamento social durante a pandemia da Covid-19, segundo a Época.
Ele curtiu no Twitter publicação de Jair Bolsonaro afirmando que "atividade essencial é toda aquela necessária para um chefe de família levar o pão para dentro de casa!".
Ele também curtiu postagem de Carlos Bolsonaro afirmando que “o povo quer trabalhar” junto a um vídeo em que Bolsonaro ataca medidas contra a pandemia e ameaça governadores:
"Essa politicagem do fique em casa, a economia a gente vê depois, não dá certo, não vai dar certo. Daqui para frente, o governador que fechar seu estado, que destrói emprego, ele deve bancar o auxílio emergencial. Não pode continuar fazendo política e jogar no colo do presidente da República essa responsabilidade", afirmou Bolsonaro, irritado.
Queiroga também curtiu publicação do senador Flávio Bolsonaro em que o parlamentar se defendia no caso da suspeita compra de mansão por R$ 6 milhões em Brasília. E uma publicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro, na qual ele elogia a deputada Bia Kicis, presidente da CCJ da Câmara.
Mudança de posição?
Nos últimos dias, entretanto, o médico deu algumas declarações e assinou notas - através da entidade que preside, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) - em defesa do distanciamento social, bem no momento em que Pazuello vinha se desgastando e a troca no ministério já era dada como certa.
Em um vídeo datado de 5 de março, Queiroga destacou que ainda não se desenvolveu um “tratamento específico” para controlar a doença, mas que já existem “medidas eficazes”. “Como, por exemplo, o uso de máscaras (…). Também as questões do distanciamento social. E como nós podemos conviver com as regras as medidas preventivas para conter a pandemia e tentar levar a nossa vida normal, porque a vida não pode parar”, disse ele durante exposição sobre os impactos da pandemia de Covid-19 no Brasil.
No mesmo evento, Queiroga também defendeu que a vacinação é a “principal aliada” contra a Covid-19. “Ainda caminhamos devagar na vacina, mas seguramente essa campanha vai se intensificar, porque vacina sim é a principal aliada no combate à pandemia de Covid-19”, disse.
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