'Não se discutia aborto, e sim uma criança vítima de violência brutal', diz Lula sobre o caso de menina de 10 anos
Ex-presidente repudia a mobilização da extrema direita para tentar impedir a realização do aborto da menina de dez anos estuprada pelo tio. Lula lembra que ela foi "chamada de assassina, quando foi vítima de um monstro, contra quem o atraso não gritou"
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247 - O ex-presidente Lula se pronunciou sobre o caso da criança de 10 anos que engravidou após ser estuprada durante quatro anos pelo próprio tio, sendo submetida a um aborto legal por conta da violência sexual e do risco de morte. As declarações foram feitas em entrevista à rádio Folha de Pernambuco.
Lula criticou o ato do grupo de fundamentalistas religiosos e de extrema direita que ocupou a frente do hospital em que a menina fez o aborto, autorizado pela Justiça, em Recife, Pernambuco, para protestar contra o procedimento.
“Queria saber o que aquelas mulheres na porta do hospital fariam caso a filha delas tivesse sido estuprada”, disse Lula. "A gente não tava discutindo aborto, e sim uma criança vítima de violência brutal, chamada de assassina, quando foi vítima de um monstro, contra quem o atraso não gritou", acrescentou.
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