“Não resta dúvida da responsabilidade direta do governo no assassinato de Bruno e Dom”, diz Douglas Belchior
Para o professor e um dos articuladores da Coalizão Negra por Direitos, o governo Bolsonaro promoveu o “desmonte de todos os instrumentos de defesa dos direitos humanos”
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247 - Douglas Belchior, professor e um dos articuladores da Coalizão Negra por Direitos, afirmou que o desmonte das instituições de defesa dos povos indígenas e o ataque constante aos direitos responsabilizam o governo Bolsonaro pelo assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips.
“Não resta nenhuma dúvida de que a responsabilidade não é indireta, mas uma responsabilidade direta deste governo pela vida desses dois assassinados. São duas pessoas que por serem quem são, esse assassinato brutal gera uma comoção e repercussão internacional e joga luzes para os assassinatos diários. O Brasil tem batido nos últimos anos sequências de recordes de assassinatos de defensores de direitos humanos”, denunciou Belchior durante participação no programa Giro das Onze, da TV 247.
O líder do movimento negro disse que o governo Bolsonaro promoveu o “desmonte de todos os instrumentos de defesa dos direitos humanos que o estado tinha”.
Segundo ele, existem territórios caracterizados pelas pessoas que o ocupam onde a violência é normal e autorizada.
“Em territórios indígenas e quilombolas a violência é normal e autorizada. É uma cultura que se agrava sob a égide do governo Bolsonaro que tem essa cultura como pano de fundo da sua política. Foi eleito fazendo propaganda dessa cultura. Não resta nenhuma dúvida de que esses dois defensores dos direitos humanos já estavam mapeados por organizações pelas ameaças que recebiam pelo trabalho que cumpriam”, disse.
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