“Não podemos deixar a extrema direita ocupar as ruas sozinha”, diz Rui Costa Pimenta
O presidente do PCO defende que contra as mobilizações bolsonaristas é preciso haver contra atos, ao estilo do que foi feito pela torcida corintiana. Assista na TV 247
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247 - O jornalista e presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, falou em seu programa semanal na TV 247 sobre a necessidade de haver mobilizações da esquerda para combater o bolsonarismo, a crise econômica e a política desastrosa da direita contra o coronavírus. Segundo ele, as várias manifestações que têm ocorrido irão aumentar.
O analista político defende as mobilizações dos profissionais de saúde, que estão protestando contra a falta de equipamentos de proteção e o descaso com eles, e aponta como acertado o ato da torcida corintiana, que foi à Avenida Paulista impedir uma manifestação de extrema direita. Ele afirmou que o próprio PCO participou de atos com familiares de presidiários no Distrito Federal contra o genocídio nos presídios, que estão sendo duramente atingidos pelo coronavírus.
O jornalista argumenta que “se há ‘condições’ para trabalhar, há condições de protestar” e reforça que é preciso mobilizar para combater o fascismo e o governo de Jair Bolsonaro. “Não podemos deixar a extrema direita ocupar as ruas sozinha”, defendeu.
Rui também criticou a esquerda que está pedindo mais repressão para fazer o isolamento social. Como exemplo, citou a medida do PT que entrou com pedido no Ministério Público para proibir atos no DF. Para ele, isso é uma “medida antidemocrática”, pois “o isolamento tem que ser feito de forma democrática e não ditatorial”. Ele afirma ainda que, com medida como essa, a esquerda “vai acabar sendo vítima das instituições”, porque “ou proíbe todo mundo, ou não proíbe ninguém”.
Para combater o bolsonarismo, o presidente do PCO defende mobilizações populares, ao estilo do que foi feito pelos corintianos. “A extrema direita tem que ser combatida pela mobilização dos militantes e da população, não com o MInistério Público”, ressalta. Por isso, ele avalia que para combater o acampamento fascista no DF “tem que haver um contra ato pelo Fora Bolsonaro”.
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