Na ONU, chanceler do Brasil manteve política pró-Israel, mas pediu "contenção máxima" nos bombardeios sobre Gaza

O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, em documento enviado ao Conselho de Segurança da ONU, no domingo, ainda aceitou receber uma delegação de embaixadores árabes em Brasília, diante da situação vivida entre Israel e Palestina nas últimas semanas

Ministro das Relações Exteriores, Carlos França
Ministro das Relações Exteriores, Carlos França (Foto: Marcos Corrêa/PR | © REUTERS/Ashraf Abu Amrah/Direitos reservados)


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247 - O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, aceitou receber, nesta sexta-feira, 21, uma delegação de embaixadores árabes em Brasília, diante da situação vivida entre Israel e Palestina nas últimas semanas. 

Em documento enviado ao Conselho de Segurança da ONU, no domingo, 16, antes do cessar-fogo estabelecido entre Israel e Hamas, França defendeu que o exército israelense exercesse "contenção máxima" nos bombardeios sobre Gaza.

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Isto é, diante do caos gerado pelo Estado de Israel, pediu a redução dos bombardeios, que mataram centenas de pessoas, inclusive crianças, deixaram milhares de sem-teto, atingiram órgãos de imprensa, entre outras coisas.

Apesar de moderado se comparado com a posição de Jair Bolsonaro, o documento do embaixador manteve o argumento contra o “lançamento indiscriminado de foguetes contra centros populacionais israelenses pelo Hamas e outros grupos militantes, que são inaceitáveis e precisam parar imediatamente" - desconsiderando que o “conflito” foi iniciado pelo Exército de Israel, que no final do Ramadã (evento sagrado da religião muçulmana) atacou islâmicos em mesquitas.

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O ministro mantém a linha pró-Israel do governo Bolsonaro, mas sobre os "relatos de danos a vidas inocentes e a infraestrutura civil causados por ataques aéreos israelenses", ele escreveu: 

“Pedimos que as forças de segurança de Israel exerçam contenção máxima (maximum restraint) e respeitem as leis humanitárias internacionais enquanto exercem seu direito inalienável de autodefesa sob a Carta das Nações Unidas”.

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Desta forma, defendeu o “direito inalienável de autodefesa” de Israel, mas pediu contenção e aceitou receber diplomatas árabes, enquanto Bolsonaro ignorou totalmente o que acontecia na Palestina.

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