Mulher de Ernesto Araújo diz que tentam transformar seu marido no "bode expiatório da República"

"Estão tentando transformar meu marido em bode expiatório da república. Patético. Aguenta firme, meu amor", publicou a diplomata Maria Eduarda de Seixas Corrêa

(Foto: Reprodução)


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247 - Mulher do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e diplomata, Maria Eduarda de Seixas Corrêa disse nesta sexta-feira, 26, que tentam transformar seu marido, cuja saída do governo é quase certa, no "bode expiatório da República". Em janeiro, ela assumiu a chefia de gabinete da Secretaria de Comunicação e Cultura do Itamaraty.

"Estão tentando transformar meu marido em bode expiatório da república. Patético. Aguenta firme, meu amor", publicou Corrêa no Twitter, usando a hashtag "Ninguém mexe com Ernesto".

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Araújo respondeu a publicação com uma citação bíblica. “O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta… Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor. (1 Coríntios 13:6-13)”.

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Maria Eduarda é filha do embaixador Luís Felipe Seixas Corrêa, ex-embaixador na Espanha e Argentina, e crítico de Ernesto Araújo.

Congresso pressiona por saída de Araújo

O Congresso sinalizou que não haverá paz com o governo federal enquanto Ernesto Araújo continuar no Ministério das Relações Exteriores, segundo o jornal O Globo

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Os parlamentares continuarão cobrando apesar da disposição de Jair Bolsonaro para exonerar o assessor especial da Presidência, Filipe Martins, ligado a Araújo - e que recentemente foi alvo de críticas após realizar gestos racistas durante sessão no Senado.

Integrantes do governo Jair Bolsonaro já avaliam a situação do ministro Ernesto Araújo no Itamaraty como "insustentável", segundo Bela Megale, do jornal O Globo.

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Araújo foi criticado tanto pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM). Por isso, Bolsonaro já sonda deixar o ministro fora do Itamaraty.

Parlamentares disputam cargo

Parlamentares estão disputando a vaga no Itamaraty. O favorito para o cargo é o senador Nelsinho Trad (PSD), que comanda a Comissão de Relações Exteriores e que tem o apoio do senador Ciro Nogueira (PP), líder do Centrão no Senado e um dos principais aliados de Jair Bolsonaro.

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Outros senadores sondados são o ex-presidente Fernando Collor de Melo (PROS) e o parlamentar Antonio Anastasia (PSD).

O irmão de Nelsinho, deputado federal Fabio Trad, pediu para seu irmão não participar do governo Bolsonaro. "É melhor preservar a independência", disse o deputado aconselhando o irmão.

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Ele perguntou o que eu achava. Falei Nelson, é um governo de extrema-direita, a extrema-direita prendeu e torturou nosso pai (o ex-deputado Nelson Trad, falecido em 2011). Ele falou 'é verdade, irmão. Vou pensar.'", contou o parlamentar, segundo reportagem do jornal O Globo.

MPF quer investigar assessor racista

A Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul pediu investigação contra o assessor de Assuntos Internacionais, Filipe Martins, que fez um gesto considerado como um sinal utilizado por supremacistas brancos durante sessão no Senado, na quarta-feira, 24.

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O Ministério Público Federal (MPF) quer investigar se o assessor do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, pode ser enquadrado por “suposta prática de crime de racismo e improbidade cometido por servidor público federal, no exercício do cargo”.

Segundo o procurador que assinou o despacho, Enrico Rodrigues de Freitas, existem “indícios mínimos capazes de ensejar a investigação criminal de ocorrência de fato criminoso”. Martins pode ser acusado de “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, bem como por sua repercussão na esfera de improbidade administrativa, posto que praticado no exercício de função pública federal”.

A notícia de fato contra o assessor internacional foi enviada à Procuradoria da República do Distrito Federal.

Bolsonaro pode afastar Martins

Segundo o jornalista Gerson Camarotti, no G1, Jair Bolsonaro afirmou a interlocutores que deve afastar o assessor pelo gesto. Na quinta-feira, 25, um dia após o ocorrido, Martins usou as redes sociais para afirmar que estava apenas arrumando a lapela do terno. Ele ainda ameaçou com processos judiciais quem associa o fato ao nazismo. 

Ele é seguidor do astrólogo e “teórico” da extrema-direita brasileira Olavo de Carvalho e é considerado como um aliado de confiança dos filhos de Jair Bolsonaro. Ele já trabalhou para o governo dos Estados Unidos.

No dia 24, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), decidiu instaurar uma investigação para saber se o assessor especial fez gestos supremacistas durante sessão do Senado Federal na qual acompanhava o chanceler Ernesto Araújo.

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