MPF denuncia ex-comandante do DOI-Codi e médico por homicídio de coronel nos anos de chumbo
A Procuradoria afirmou que Maximino de Andrade Netto morreu em razão de infarto "provocado pelas intensas sessões de tortura a que foi submetido"
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247 - O Ministério Público Federal denunciou o ex-comandante do Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) Audir Santos Maciel e o médico Harry Shibata pelo homicídio do coronel Maximino de Andrade Netto, ex-integrante da extinta Força Pública de São Paulo, em 1975, durante a ditadura militar.
A Procuradoria afirmou que o coronel, membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), morreu em razão de infarto "provocado pelas intensas sessões de tortura a que foi submetido".
Os procuradores pedem a perda de cargo público dos responsáveis e o cancelamento de suas aposentadorias.
A denúncia diz que o coronel foi retirado de sua residência, em Campinas, e levado para São Paulo sem mandado de busca ou de prisão. Maciel, então comandante do DOI-Codi, o torturou.
“Ao perceber que a vítima não sobreviveria por muito tempo, Shibata mandou que Maximino fosse retirado do DOI-Codi e abandonado em frente de sua casa, em 18 de agosto de 1975”, dizem os procuradores. (Com informações do Estadão).
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