Mourão tenta aliviar para Bolsonaro e vê “erros compartilhados” no combate à Covid-19
Vice-presidente Hamilton Mourão vê uma "responsabilidade compartilhada" entre Jair Bolsonaro, governadores e prefeitos no caso de aglomerações em plena pandemia do coronavírus. Também disse que a vacinação ""foi levada única e exclusivamente para o lado político, de parte a parte, tanto do nosso lado quanto do lado do governo de São Paulo"
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247 - O vice-presidente Hamilton Mourão acredita que o governo federal cometeu “erros sobejamente conhecidos" no combate à pandemia do coronavírus, porém afirmou que tanto no caso do desestímulo ao isolamento social quanto na politização da vacina, há uma "responsabilidade compartilhada" entre Jair Bolsonaro, prefeitos e governadores, principalmente, o de São Paulo, João Doria (PSDB).
De acordo com o general, a disputa em torno da vacina CoronaVac, produzida em parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac, "tomou uma proporção que não deveria tomar". A entrevista foi concedida ao jornal Valor Econômico.
"A questão da vacina foi politizada e, consequentemente, tomou uma proporção que não era para tomar. Eu há três meses falei que o governo iria comprar a CononaVac e comprou. Era lógico! Se nós temos algo que está sendo construído aqui no Brasil, que o próprio governo federal está colocando dinheiro para que o Butantan consiga produzir essa vacina...", disse.
"É uma discussão que foi levada única e exclusivamente para o lado político, de parte a parte, tanto do nosso lado quanto do lado do governo de São Paulo. E não teve resultado positivo no final das contas", complementou.
Na entrevista, Mourão também afirmou que Bolsonaro "não foi o responsável pelas pessoas saírem para a rua". "Aí tem uma responsabilidade compartilhada entre todas as esferas de governo. Nenhum dos nossos governadores e prefeitos conseguiu implementar um lockdown para valer. Até porque no Brasil esse troço não dá", continuou. "O Brasil é um país muito grande, muito desigual. Não é a França ou a Espanha, que você dá um grito em Madri e todo mundo ouve. Na China, o cara bota a força armada na rua, cerca, derruba a internet... É diferente daqui".
O vice também questionou a necessidade de afastar Bolsonaro do cargo. "Por que vamos fazer o impeachment? Vai chegar daqui ao ano que vem, e, se o governo dele não for bom, ele não será reeleito, caso seja candidato à reeleição".
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