Mourão minimiza fala de Bolsonaro sobre pólvora: 'isso aí tudo é figura de retórica'
"Acho que ele se referiu a um aforismo antigo que diz que quando acaba a diplomacia entram os canhões, foi isso que ele se referiu”, disse o vice-presidente Hamilton Mourão sobre a fala de Jair Bolsonaro de que é preciso "usar pólvora" para defender a Amazônia
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247 - O vice-presidente, general Hamilton Mourão, qualificou como um “aforismo antigo” a declaração de Jair Bolsonaro sobre usar “pólvora” para defender a Amazônia de interesses estrangeiros. "Acho que ele se referiu a um aforismo antigo que diz que quando acaba a diplomacia entram os canhões, foi isso que ele se referiu”, disse Mourão nesta quarta-feira (11), de acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo.
Nesta terça-feira (10), em um evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro criticou fez referência a uma afirmação do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, que durante a campanha eleitoral citou a possiblidade de impor sanções econômicas ao Brasil caso o desmatamento e as queimadas na Amazônia permaneçam fora de controle.
“Assistimos há pouco um grande candidato a chefia de Estado dizer que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele levanta barreiras comerciais contra o Brasil. E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas na diplomacia não dá, não é, Ernesto [Araújo]? Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora, senão não funciona. Não precisa nem usar pólvora, mas tem que saber que tem. Esse é o mundo. Ninguém tem o que nós temos”, disse Bolsonaro na ocasião.
Para Mourão, a declaração de Bolsonaro não deverá causar prejuízos às relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos. "Não causa nada. Isso aí tudo é figura de retórica, vamos aguardar, dê tempo ao tempo", disse o vice-presidente.
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