Mourão critica ação da PF contra aliados de Bolsonaro
Vice-presidente Hamilton Mourão defendeu o governo Bolsonaro e disse achar "meio exagerado" a operação da PF que investiga atos pró-golpe. "Eu acho que considerar que essa meia dúzia de gente que estava aí na rua como uma ameaça é a mesma coisa que a gente considerar aquela turma que aparece com bandeira de foice e martelo como ameaça", afirmou
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247 - O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), saiu em defesa do governo Jair Bolsonaro e disse nesta terça-feira (16) ver certo exagero na operação de busca e apreensão no âmbito do inquérito do Supremo Tribunal Federal que investiga atos pró-golpe. De acordo com o general da reserva, não se pode considerar "meia dúzia de gente que estava na rua" como uma ameaça, apesar de, segundo ele, ter sido inconveniente a iniciativa de um grupo governista de atirar fogos de artificio sobre a sede da Corte.
"Eu acho que é meio exagerado isso aí. Eu acho que considerar que essa meia dúzia de gente que estava aí na rua como uma ameaça é a mesma coisa que a gente considerar aquela turma que aparece com bandeira de foice e martelo como ameaça", disse Mourão em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo.
O militar cobrou melhor comunicação entre Executivo e Judiciário. "Eu acho que tem muito ruído na comunicação. É [preciso] tirar o ruído da comunicação. A rádio, quando você fala para transmitir mensagem, tem um botão que se chama supressor de ruído. É só acionar o supressor de ruído", acrescentou.
Dentre os alvos da operação deflagrada na manhã desta terça-feira (16) estão o publicitário Sérgio Lima e o empresário Luís Felipe Belmonte, suplente do senador Izalci Lucas (PSDB-DF). Os dois são ligados ao Aliança pelo Brasil, partido que Jair Bolsonaro pretende criar.
Outro alvo é o deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), que quebrou a placada da ex-vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada pelo crime organizado em 2018. O blogueiro Allan dos Santos, do portal bolsonarista “Terça Livre”, também é investigado.
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