Mourão contradiz Bolsonaro e afirma que STF acertou ao suspender orçamento secreto
"Os princípios da administração pública, de legalidade, de impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência não estavam sendo respeitados nessa forma aí de execução orçamentária", disse o vice-presidente Hamilton Mourão
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O vice-presidente Hamilton Mourão contradisse Jair Bolsonaro e saiu em defesa da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu o orçamento secreto, como são chamadas as emendas de relator, utilizadas pelo Planalto para conseguir o apoio de parlamentares no Congresso. Segundo Mourão, o esquema de cooptação “é ilegal”.
“Acho que os princípios da administração pública, de legalidade, de impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência não estavam sendo respeitados nessa forma aí de execução orçamentária. Então, eu acho que a intervenção do STF foi oportuna”, disse Mourão nesta quarta-feira (10 de aclrdo com o jornal O Estado de S. Paulo. “Você tem que dar o máximo de publicidade. É princípio da administração pública, aí conjugado com a eficiência”, completou.
“Eu não posso mandar um recurso para um lugar 'X' que eu não sei como é que vai ser gasto. Vamos lembrar que, se o dinheiro fosse meu, eu posso até rasgar, mas o dinheiro não é meu. O dinheiro pertence a cada um de nós que paga imposto e contribuiu para que o governo possa se sustentar", ressaltou Mourão sobre a falta de transparência da destinação de recursos por meio das emendas de relator.
O uso do orçamento secreto pelo governo Jair Bolsonaro foi evidenciado pela liberação R$ 1,2 bilhão do orçamento secreto às vésperas da votação que resultou na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios em primeiro turno na Câmara.
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