Mourão classifica ação militar russa na Ucrânia como "invasão" e diz que Brasil "não concorda"

Segundo o vice-presidente, "o Brasil deixou muito claro que respeita a soberania da Ucrânia" e que o país não ficará neutro em relação ao conflito

Hamilton Mourão -Ucrânia
Hamilton Mourão -Ucrânia (Foto: Alan Santos/PR)


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247 - O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) disse nesta quinta-feira (24) que o Brasil não concorda com a operação russa no leste da Ucrânia e que o país não ficará neutro em relação ao conflito. “O Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade”, afirmou Mourão, de acordo com o G1

Esta é a primeira declaração sobre o conflito de alguém do primeiro escalão do governo federal, já que Jair Bolsonaro, que visitou a Rússia na semana passada, ainda não se pronunciou. 

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Mourão também disse que “a gente tem que olhar sempre a história. A história ela ora se repete como farsa, ora se repete como tragédia. Nesse caso ela está se repetindo como tragédia”. 

“O mundo ocidental está igual ficou em 38 com Hitler, na base do apaziguamento. O Putin, ele não respeitou o apaziguamento. Essa é a verdade. Se não houver uma ação bem significativa ...E na minha visão meras sanções econômicas, que é uma forma intermediária de intervenção, não funcionam”, completou. 

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O vice-presidente, que também é general da reserva do Exército, disse acreditar que se a ocupação Rússia na Ucrânia não for contida, outros países da região poderão ser invadidos. 

“Se o mundo ocidental pura e simplesmente deixar que a Ucrânia caia por terra, o próximo vai ser a Moldávia, depois serão os estados bálticos e assim sucessivamente, igual a Alemanha hitlerista fez no final dos anos 30”, afirmou. 

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Apesar das declarações de Mourão, na semana passada Jair Bolsonaro encontrou-se com o presidente russo, Vladimir Putin, e na ocasião disse ser 'solidário' à Rússia. Ele, porém, não especificou ao que esta solidariedade se referia. 

A declaração gerou um desgaste nas relações internacionais brasileiras com diversos países, com destaque para os Estados Unidos. Questionado sobre o assunto, Mourão limitou-se a dizer que “não comenta as palavras do presidente".

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