Motoboy Elson Oliveira Santos, alvo de racismo, exige punição; protestos em Goiânia
Aos gritos de “respeito, respeito”, entregadores protestaram nesta terça em Goiânia contra ato racista de cliente de serviço de entrega que chamou o jovem de “macaco” e exigiu um motoboy branco. A vítima do ato racista, Elson Oliveira Santos, prestou queixa e exigiu punição
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O motoboy Elson Oliveira Santos, alvo de racismo, no último domingo (25), quando uma cliente chamou-o de “macaco” e exigiu que sua refeição fosse entregue por um branco, prestou queixa na na Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) em Goiânia nesta terça-feira. Ele exigiu punição à mulher racista: “Racismo é crime. As pessoas que usam esse tipo de ato para ofender outras pessoas têm que ser punidas”. Houve protesto diante do condomínio de luxo Aldeia do Vale, onde mora a agressora, convocado pelo Movimento Negro Unificado (MNU) e com a participação de centenas de entregadores negros. Os manifestantes gritavam “respeito, respeito”.
A coordenadora nacional e o coordenador jurídico do MNU, Iêda Leal e Wanderson Pinheiro, estiveram com o entregador na delegacia e participaram da manifestação na portaria do condomínio. A Polícia Civil, responsável pela apuração do caso, espera que o iFood Brasil, aplicativo que intermediou a entrega, encaminhe o nome da cliente para prosseguimento das investigações.
Veja post do Movimento Negro Unificado no instagram:
Leia a reportagem do 247 sobre o caso, publicada nesta terça:
247 - Uma moradora do condomínio de luxo Aldeia do Vale, em Goiânia (GO), impediu no domingo (25) o motoboy negro Elson Oliveira de realizar uma entrega de hamburguer na sua casa.
“Esse preto não vai entrar no meu condomínio. Manda outro motoboy que seja branco”, disse a moradora. Indignada, a gerente da hamburgueria negou trocar o entregador. “Eu não vou permitir esse macaco”, continuou a moradora.
“Como vocês sabem, eu gerencio a hamburgueria do meu irmão. Ontem, no final da noite, tivemos um pedido no Aldeia do Vale e quando o entregador estava chegando lá, pedi para que ela liberasse a portaria para que ele pudesse entrar. Tive essas palavras como resposta”, publicou a gerente, divulgando a conversa no perfil da hamburgueria.
“Essa situação é muito delicada, de indignação que a gente tem. É muito dolorido para a gente que trabalha nessa área passar por uma situação como essa”, disse o motoboy.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247