Moro volta a criticar Bolsonaro e sobra até para Pazuello: "recomendaria um médico no Ministério da Saúde”
"Acho que há graves falhas por parte do governo federal na condução da pandemia", disse Sérgio Moro, ex-ministro de Bolsonaro que, agora, está na oposição
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247 - Como afirmou o ex-presidente Lula recentemente, o ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro Sergio Moro fala como candidato e tenta convencer que é oposição a Jair Bolsonaro.
Em entrevista ao site JOTA, Moro teceu duras críticas a política de enfrentamento do governo à pandemia do novo coronavírus.
"Acho que há graves falhas por parte do governo federal na condução da pandemia", disse Moro. "Mas o problema é a política em si, havia um norte do ministro Mandetta e ele acabou abandonado. E depois Teich. Então precisa de uma liderança mais clara nessa parte", acrescentou.
Moro ainda aproveitou para criticar a participação dos militares na pasta da Saúde. “Conheci vários militares, tenho admiração por eles, o próprio Pazuello tem qualidade. Talvez o momento recomendaria que tivesse um médico no Ministério da Saúde, com visão especializada”, disse.
Sobre a sua participação no governo, Moro resumiu: “ingressei no governo, entrei para agenda anticorrupção, fiz o que foi possível, teve avanços na área, mas agenda legislativa é um pouco complexa, e dificuldades na presidência da República, então expliquei os motivos da saída".
Segundo ele, "algumas agendas, não tivemos apoio do presidente, a própria manutenção do COAF no Ministério da Justiça, tivemos o projeto anticrime, que poderia ter vetos, e essas interferências nos órgãos de controle. Isso afeta credibilidade dos próprios órgãos".
O ex-ministro de Bolsonaro disse que a sua saída do governo foi porque “entendi que tinha de informar quais eram as razões para sair. Fui surpreendido com abertura do inquérito, prestei declarações, indiquei evidências que poderiam ser apresentadas, fiz a minha parte".
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