Moro lista nove provas contra Bolsonaro por tentativa de interferência na PF
Em depoimento à PF, o ex-ministro Sérgio Moro citou protocolos de relatórios de inteligência produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), produzidos com base em informações repassadas pela corporação. Os documentos provariam que Bolsonaro já tinha acesso a informações de inteligência
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247 - O ex-ministro da Justiça e Sérgio Moro afirmou à Polícia Federal que tem nove provas confirmando suas acusações de interferência de Jair Bolsonaro na corporação.
Entre as provas indicadas pelo ex-juiz, estão as mensagens em que Bolsonaro encaminha notícia do portal O Antagonista sobre inquérito da PF mirar aliados políticos do Planalto e diz: ‘Mais um motivo para troca’. Segundo Moro, outras mensagens também foram disponibilizadas à PF.
Em seu depoimento, Moro citou protocolos de relatórios de inteligência produzidos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), produzidos com base em informações repassadas pela Polícia Federal. Os documentos provariam que Bolsonaro já tinha acesso a informações de inteligência que legalmente tinha direito.
O ex-ministro também lista ‘todo o histórico’ de declarações públicas de Bolsonaro em que pressionava a troca de comando da PF Rio, desde agosto do ano passado.
Moro deixou o governo no último dia 24, após Bolsonaro exonerar Mauricio Valeixo da Diretoria-Geral da PF. "O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da PF", denunciou o ex-juiz em coletiva de imprensa.
Confira as nove provas listadas por Moro e publicadas no blog do Fausto Macedo:
1 - Depoimento à Justiça Federal, prestado no dia 2 de maio na superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
2 - Mensagens trocadas com Bolsonaro no dia 23 de abril, incluindo a que o presidente diz ‘Mais um motivo para a troca’ e outras mensagens ‘ora disponibilizadas’.
3 - Todo o histórico de pressões do presidente para a troca de comando da Superintendência da PF no Rio, por duas vezes, e da direção-geral da PF, citando a ocasião, em agosto do ano passado, em que Bolsonaro afirmou que trocaria o comando da corporação fluminense ‘por falta de produtividade’ e emplacaria um nome de sua escolha.
4 - Declarações do próprio presidente em seu pronunciamento, nas quais admite a intenção de trocar dois superintendentes, inclusive, o do Rio de Janeiro, sem apresentar motivos.
5 - As declarações de Bolsonaro na reunião do conselho de ministros no dia 22 de abril, gravadas pelo Planalto, em que o presidente disse que iria ‘interferir em todos os ministérios’ e trocaria o ministro da Justiça se não pudesse trocar o superintendente da PF no Rio.
6 - Protocolos de relatórios de inteligência produzidos pela Abin produzidos com base em informações repassadas pela PF e que demonstram que o presidente já tinha acesso às informações de inteligência da PF as quais legalmente tinha direito.
7 - Protocolos de relatórios da Diretoria de Inteligência da PF.
8 - Declarações, a serem feitas, pelo ex-diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo e o ex-superindente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi.
9 - Mensagens trocadas com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), incluindo a que ela oferece ao ex-juiz da Lava Jato influência com o presidente para indicá-lo a uma vaga no Supremo Tribunal Federal em troca de Alexandre Ramagem na Polícia Federal
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