Missões evangelizadoras têm que entrar no rol de investigados pelo genocídio ianomâmi

As agências missionárias estavam lá quando a tragédia começou. Mas, confortáveis sob a proteção do governo Bolsonaro, não denunciaram e não agiram

Indígenas ianomamis em Alto Alegre
Indígenas ianomamis em Alto Alegre (Foto: REUTERS/Adriano Machado)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

The Intercept - Durante os anos Jair Bolsonaro, um projeto de supremacia cristã e de evangelização do país foi transformado em política de governo, e os povos indígenas estavam na mira. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, sob o comando de Damares Alves, assumiu o controle da Funai e abriu os territórios indígenas para uma atuação que se distanciava do silêncio e da discrição habituais às agências missionárias, dando a elas um protagonismo poderoso. Agora, é necessário reconhecer o tamanho da responsabilidade das missões evangelizadoras no genocídio Yanomami.

A presidência da Funai foi entregue por meses ao pastor Ricardo Dias, e a coordenação do órgão em Mato Grosso ficou com Henrique Tena, indígena evangélico, amigo de Damares, que presidia o Conselho Nacional de Pastores e Líderes Indígenas, o Conplei. Para piorar, as demarcações de terras indígenas saíram do âmbito da Funai para o Ministério da Agricultura – por meio de um decreto derrubado pelo STF seis meses depois, em junho de 2019, numa decisão unânime. Essas escolhas poderiam representar apenas uma preferência política do governo, mas havia muito mais envolvido.

continua após o anúncio

Leia a íntegra no The Intercept

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247