Miriam Leitão: general Nogueira insiste em assombrar o país para agradar Bolsonaro

Jornalista lembra que o ministro da Defesa carimbou como 'urgentíssimo' pedido de acesso ao código-fonte das urnas, que está aberto há 10 meses

Miriam Leitão e Paulo Sergio Nogueira
Miriam Leitão e Paulo Sergio Nogueira (Foto: Reprodução | ABR)


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247 - A jornalista Miriam Leitão afirmou nesta quarta-feira (3) o ministro da Defesa, general Paulo Sergio Nogueira de Oliveira, por continuar "assombrando o país". Em artigo no jornal O Globo, Miriam criticou o ministro bolsonarista por classificar como urgentíssimo o pedido de acesso ao código-fonte que está aberto às instituições fiscalizadoras desde outubro do ano passado.

"O Ministério da Defesa quando manda um documento carimbado de urgentíssimo, e pelo tom que sempre usa nos seus comunicados, passa a impressão de que é algo fechado, que está havendo obstáculos impostos pelo TSE", afirmou a jornalista.

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Para Miriam, se os militares considerassem importante inspecionar o código-fonte das urnas, já teriam feito o processo nos quase dez meses que o acesso está aberto às entidades. "Não é crível que o Ministério da Defesa não soubesse que estava aberto, nem que só tenha se interessado agora", afirmou Miriam Leitão.

Nesta quarta-feira, técnicos das Forças Armadas foram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, para inspecionar os códigos-fonte da urna eletrônica e dos sistemas eletrônicos de votação, informou a assessoria da Corte. Pelo cronograma de trabalho, pela manhã foram feitas reuniões explicativas com técnicos da Justiça Eleitoral, e, à tarde, os códigos-fonte começaram a ser inspecionados numa sala instalada pelo TSE em sua sede especificamente para este fim.

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A jornalista Miriam Leitão destaca ainda ainda no artigo que desde o começo as Forças Armadas mostraram que não estão com boas intenções e expressam no documento frases dúbias e que alimentam a desconfiança, como a de que “secreto é o voto e não a apuração”. "A desconfiança tem sido alimentada pelo presidente e por comportamentos como esse do Ministério da Defesa. O que eles querem é intimidar o país, que não se deixará intimidar", afirmou.

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