Ministros do STF criticam greve de policiais no Ceará
Ministros do STF Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski disseram que a greve dos policiais militares do Ceará é inconstitucional. Moraes disse que as manifestações dos grevistas – que nesta quarta-feira (20) feriram a tiros o senador Cid Gomes (PDT-CE) - podem ter consequências judiciais graves. Lewandowski avaliou a greve como “preocupante” e "uma ameaça às instituições"
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247 - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Ricardo Lewandowski disseram que a greve dos policiais militares do Ceará é inconstitucional. Moraes disse que as manifestações dos grevistas – que nesta quarta-feira (20) feriram a tiros o senador Cid Gomes (PDT-CE) que tentava ingressar em um quartel com uma retroescavadeira – podem ter consequências judiciais graves. Lewandowski avaliou a greve como “preocupante”.
“É vedada à Polícia Militar sindicalização e greve, está expresso na Constituição. Obviamente proibir a greve não faz com que eles deixem de fazer. Proibir homicídio não faz com que deixe de ter homicídio. Na verdade, as consequências têm que ser graves, porque é ilegal. Podem perder o cargo, podem sofrer procedimento criminal inclusive”, disse Moraes ao jornal O Globo.
“O que vem acontecendo no Ceará é inadmissível. Crime de dano ao patrimônio público, destruindo viaturas, tiros. Eu não entro no mérito dos fatos, porque não estava lá. Mas onde já se viu policial que se queira policial - e eu tenho certeza de que no STF não tem ninguém que tem mais ligação e admiração pela polícia do que eu - mas como pode ficar disparando tiros a esmo? Podia ter sido um morticínio gigantesco. É ilegal, tem que ter consequências tanto na justiça comum, quanto na criminal “, emendou.
Para o ministro Ricardo Lewandowski, a situação é “preocupante” e “um perigo para as instituições”. “Como ministro do Supremo Tribunal Federal, acho que é extremamente preocupante uma greve de policiais militares ou qualquer corporação armada. É constitucionalmente vedado que corporações armadas façam “, destacou.
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