Ministros do STF condenam atos antidemocráticos feitos por bolsonaristas: 'lunáticos', diz Gilmar Mendes
"O povo se pronunciou, e a eleição acabou, só cabe respeitar o resultado. O resto é espírito antidemocrático, quando não selvageria", disse o ministro Luís Roberto Barroso
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247 - Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenaram as manifestações e ataques bolsonaristas à democracia brasileira por parte de manifestantes bolsonaristas durante um evento em Nova Iorque (EUA) nesta segunda-feira (14).
Os ministros Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, foram hostilizados e perseguidos pelos apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) antes e depois de participarem do evento em que falaram sobre o “respeito à liberdade e à democracia".
“Supremo é o povo. O povo se pronunciou, e a eleição acabou, só cabe respeitar o resultado. O resto é espírito antidemocrático, quando não selvageria”, disse Barroso, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo.
“Criou-se uma lenda no Brasil de que o Supremo Tribunal Federal é contra o presidente. Todos os presidentes tiveram queixas do Supremo, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff. A única diferença é que nenhum deles atacou o Supremo. Nós não temos lado, só o das instituições”, completou.
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Ainda segundo a reportagem, durante sua participação, o ministro Gilmar Mendes questionou se “é preciso perguntar se não há um cenário de absoluta dissociação cognitiva, principalmente quando lunáticos pedem intervenção militar”.
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Alexandre de Moraes, principal alvo das manifestações bolsonaristas, afirmou que "a democracia foi atacada no Brasil, mas sobreviveu”. “A desinformação e o discurso de ódio vêm corroendo a democracia”, disse mais à frente em referência à disseminação de fake news durante o período eleitoral.
“Não é possível que as redes sociais sejam terra de ninguém e as milícias digitais ataquem impunemente”, ressaltou o magistrado.
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