Ministro da Justiça de Bolsonaro mandou PF investigar institutos de pesquisas eleitorais a pedido de Valdemar

Representação assinada pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, visava apenas os institutos que mostravam a liderança de Lula na disputa presidencial

Anderson Torres, Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto
Anderson Torres, Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto (Foto: REUTERS/Pilar Olivares | Alan Santos/PR | REUTERS/Adriano Machado | REUTERS/Ueslei Marcelino)


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247 - A determinação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, para que a Polícia Federal (PF) investigasse os institutos de pesquisas eleitorais foi feita com base em uma representação assinada por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, mesmo partido de Jair Bolsonaro, e teve como foco apenas os institutos cujos levantamentos apontavam Luiz Inácio Lula da Silva(PT) à frente de Bolsonaro na disputa presidencial. 

“O presidente do PL poupou no pedido institutos de pesquisa que davam Bolsonaro na frente de Lula, como a Brasmarket, cenário que não se confirmou nas urnas. Estratégia semelhante foi adotada pela campanha eleitoral ao questionar os institutos no TSE”, diz reportagem do jornalista Paulo Roberto Netto, do UOL.  

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As investigações abertas às vésperas das eleições, porém, foram suspensas pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, que apontou a falta de justa causa para a investigação, além da ausência de competência da PF para conduzir o caso.

Ainda segundo a reportagem, integrantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) “veem como atípica a conduta de Torres e possível ‘dobradinha’ de Valdemar com o ministro”.

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O documento do PL que embasou a determinação de Torres para que PF abrisse a investigação “também não traz nenhuma prova de atuação dos institutos de pesquisa para prejudicar Bolsonaro. O pedido só anexou uma planilha com a diferença entre as pesquisas de nove institutos e a porcentagem de votos recebida pelo presidente no primeiro turno.Foram citados os seguintes institutos: Ipec, DataFolha, Ipespe, Quaest, Atlas, PoderData, Ideia, MDA e Paraná Pesquisas".

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