Ministro da CGU confirma que venda de emendas está sob investigação
"Sobre vendas de emendas, estamos investigando vários casos porque já fazemos esse trabalho em convênios em geral", disse o ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU)
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247 - O ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU), afirmou nessa quarta-feira (6) que a sua pasta e a Polícia Federal investigam um esquema de venda de emendas parlamentares - deputados e senadores destinariam dinheiro público do Orçamento a prefeituras em troca de um porcentual. O relato dele foi publicado pelo jornal O Estado de S.Paulo.
"Sobre vendas de emendas, estamos investigando vários casos porque já fazemos esse trabalho em convênios em geral. Porque não é só trator, tem várias outras coisas acontecendo fruto de convênios no Brasil em diversos outros órgãos e estamos com trabalho bastante forte nisso, em parceria com a PF, e todos nós vamos ficar sabendo no dia da deflagração de operação e também no desencadeamento dos trabalhos", afirmou.
Bolsonaro montou um "orçamento secreto" no final do ano passado no valor de R$ 3 bilhões em emendas para reforçar o apoio da base bolsonarista no Congresso. Parte do dinheiro seria destinado à aquisição de tratores e equipamentos agrícolas por preços ate 259% maiores que os valores de referência.
A CGU também investigará outra modalidade de distribuição de dinheiro do Orçamento, a chamada transferência especial. Trata-se de uma espécie de "emenda cheque em branco". Neste caso, deputados e senadores podem transferir dinheiro, desta vez de suas emendas individuais, sem que os beneficiários justifiquem ou apresentem projetos para mostrar como os recursos serão aplicados.
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