Ministério Público Militar tem oito investigações sobre o 8 de janeiro, mas até agora não apresentou denúncia
O MPM investiga o "suposto auxílio de militares do Exército na fuga de manifestantes após participação em atos antidemocráticos".
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247 - Faltando um dia para completar um mês desde os atentados terroristas promovidos por bolsonaristas em Brasília, o Ministério Público Militar (MPM) tem até agora oito militares sob investigação por suposta participação nos ataques.
Segundo a Folha de S. Paulo, as "notícias de fato", como são chamados os procedimentos, se debruçam sobre apurações diversas, mas nenhuma denúncia foi apresentada até aqui.
De acordo com a reportagem, são investigadas "possíveis ações de oficiais-generais com relação aos atos de 8 de janeiro, a possível omissão das Forças Armadas quanto às invasões e, segundo o MPM, o 'suposto auxílio de militares do Exército na fuga de manifestantes após participação em atos antidemocráticos'".
Um dos investigados é o ex-comandante do Batalhão de Guarda Presidencial Jorge Paulo Fernandes da Hora, que confrontou policiais que tentavam agir contra os bolsonaristas que invadiram o Palácio do Planalto. O Batalhão de Guarda Presidencial é investigado por não ter conseguido impedir a entrada dos criminosos no Planalto.
"Uma notícia de fato foi aberta para investigar o suposto acolhimento de manifestantes no Comando Militar da Amazônia, em Manaus, e três apurações têm foco na participação isolada de militares de Exército, Marinha e Aeronáutica durante os atos de 8 de janeiro", informa ainda a reportagem.
Ex-assessor do Gabinete de Segurança Institucional, o coronel da reserva José Placídio Matias do Santos é investigado por ter demonstrado apoio aos bolsonaristas golpistas pelas redes sociais: "general [Júlio César de] Arruda [ex-comandante do Exército], o Brasil e o Exército esperam que o senhor cumpra o seu dever de não se submeter às ordens do maior ladrão da história da humanidade. O senhor sempre teve e tem o meu respeito. Força!!", escreveu ele em postagem.
O MPM ainda não ofereceu denúncia sobre o 8 de janeiro. O Superior Tribunal Militar diz que não há, em seu âmbito, "processos ou inquéritos em andamento que tenham como objeto a apuração de crimes militares praticados no contexto dos ataques de 8 de janeiro de 2023".
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